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O impacto silencioso da IFRS 18

Publicado em: 07/10/2026 10:25
O impacto silencioso da IFRS 18
A IFRS 18 (Apresentação e Divulgação em Demonstrações Financeiras), emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB) para substituir a IAS 1, é apresentada como uma das maiores reformulações da estrutura das demonstrações contábeis globais das últimas duas décadas. A norma tem foco na comparabilidade e na transparência do desempenho financeiro e sua adoção obrigatória global está prevista para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2027, com aplicação retrospectiva total. A principal mudança estrutural refere-se à categorização de receitas e despesas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) em três rubricas: operacional, investimento e financiamento. A norma também introduz subtotais obrigatórios, incluindo o lucro operacional, e regras para as Medidas de Desempenho Definidas pela Administração (MPMs), exigindo reconciliação dos indicadores alternativos nas notas explicativas. Até o momento, o EBITDA (LAJIDA) não possuía definição estrita nas normas internacionais, o que permitia cálculos não uniformes entre companhias. No Brasil, o texto aponta que o reflexo da norma para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) tende a ocorrer por meio das revisões do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), especificamente da revisão da NBC TG 1000/CPC PME. O foco inicial da norma internacional está em empresas de grande porte e listadas em bolsa. Do ponto de vista de crédito, o artigo associa a padronização da DRE à redução da assimetria de informação entre empresa e instituição financeira: com separação entre operações comerciais, efeitos inflacionários e financiamentos, o analista de risco teria maior clareza sobre a rentabilidade operacional, sem que o custo do endividamento mascare a eficiência do negócio. O texto menciona, como efeitos possíveis para a PME, acesso a crédito mais rápido e taxas mais competitivas. Outras aplicações citadas incluem processos de fusões e aquisições, nos quais a desorganização das demonstrações financeiras levaria a descontos de valuation durante a due diligence, e o apoio à gestão interna, com separação entre receitas operacionais e não operacionais que permitiria ao empresário identificar se o negócio gera caixa real. O texto também menciona a apresentação a fundos de Venture Capital, Private Equity e linhas de crédito de bancos de fomento, como o BNDES. O conteúdo destaca que os sistemas contábeis e planos de contas já precisariam estar capturando informações no nível de detalhe exigido pela IFRS 18, considerando a exigência de reapresentação retrospectiva do ano de 2026 nas demonstrações publicadas em 2027.
FONTE ORIGINAL:
https://www.contadores.cnt.br/noticias/tecnicas/2026/10/07/o-impacto-silencioso-da-ifrs-18.html
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