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Endividamento das famílias gaúchas tem alta em agosto, aponta Fecomércio-RS
Publicado em: 07/10/2026 10:15
A taxa de endividamento das famílias do Rio Grande do Sul alcançou 87,2% em agosto de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, divulgada pela Fecomércio-RS. O indicador voltou a avançar na margem após duas quedas consecutivas, superando os 86,4% de julho e os 85,0% observados no mesmo período do ano anterior. Entre os entrevistados, o percentual de famílias que classificam sua situação como "muito endividada" recuou na margem, passando de 15,9% em julho/26 para 15,1% em agosto/26, e ficando também abaixo dos 18,0% de agosto/25. A coleta foi realizada em Porto Alegre nos dez últimos dias de julho, e a pesquisa considera apenas dívidas associadas à tomada de crédito, excluindo contas de consumo como água, energia elétrica e telefonia. O percentual de famílias com contas em atraso registrou a terceira queda consecutiva, recuando de 24,1% para 23,5% no mesmo período, movimento que a Fecomércio-RS aponta como possível reflexo do Novo Desenrola. O avanço puxou para baixo foi conduzido por famílias com renda de até 10 salários mínimos, cuja inadimplência caiu de 29,8% para 28,5%, enquanto entre as de renda superior a 10 salários mínimos o indicador avançou de 4,7% para 6,6%. A parcela de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso recuou de 1,7% para 1,6%, com leve queda entre as de renda até 10 salários mínimos (2,6% para 2,5%) e estabilidade em zero por cento no grupo de renda superior. Em contrapartida, o tempo médio de atraso entre as famílias ainda inadimplentes aumentou, de 31,8 para 32,9 dias, e o comprometimento médio da renda com dívidas permaneceu praticamente estável em 29,8%, após duas altas consecutivas. O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e do IFEP, Luiz Carlos Bohn, avaliou que a alta do endividamento ocorre em contexto de comprometimento de renda elevado e juros em patamar restritivo, cenário que, na sua avaliação, exige cautela por parte das famílias para evitar aumento da inadimplência e maior dificuldade financeira.
FONTE ORIGINAL:
https://guaiba.com.br/endividamento-das-familias-gauchas-tem-alta-em-agosto-aponta-fecomercio-rs
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