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Queda no consumo atinge 70% das categorias em 2026, diz NIQ

Publicado em: 07/10/2026 04:57
Queda no consumo atinge 70% das categorias em 2026, diz NIQ
Um estudo inédito da NielsenIQ (NIQ), apresentado durante o evento NIQ Full View em São Paulo, identifica cinco forças que pressionam o orçamento das famílias brasileiras e ajudam a explicar a retração de volume no consumo observada nos últimos anos. Batizado de “As 5 forças por trás da queda de volume”, o levantamento mostra que a situação se agravou de forma contínua: em 2024, 20% das categorias analisadas registraram queda de volume frente ao ano anterior; em 2025, esse percentual subiu para 50%; e no primeiro trimestre de 2026 chegou a 70%. Entre os fatores apontados está a consolidação de um novo patamar de preços, especialmente em alimentos. Entre 2019 e 2025, categorias como café em pó e em grãos acumularam alta de 248%, óleo e azeite subiram 118% e o arroz avançou 78%. A NIQ registra que 36% dos brasileiros apontaram o aumento dos preços dos alimentos como uma das principais preocupações no segundo semestre de 2025. O estudo destaca que o mercado de trabalho segue aquecido, mas que a maior parte das novas vagas foi criada nas faixas salariais mais baixas, o que reduz o impacto positivo sobre o consumo. O elevado comprometimento da renda com dívidas mantém as famílias mais cautelosas e intensificou estratégias de economia: 66% passaram a buscar produtos mais baratos, 45% escolhem a opção de menor preço independentemente da marca, 40% monitoram de perto o custo total da cesta de compras e 80% afirmam planejar as compras antes de ir ao mercado. Como reflexo, 48% das categorias perderam penetração nos lares e 60% registraram queda na frequência de compra. Outra mudança identificada é a reorganização dos gastos entre consumo dentro e fora do lar. Mais de 40% dos brasileiros pretendem reduzir despesas com alimentação e entretenimento fora de casa nos próximos 12 meses, e 36% dos lares endividados já diminuíram esse tipo de gasto. Como consequência, categorias ligadas ao preparo de refeições em casa cresceram 3,5% em volume. A NIQ aponta também o avanço do e-commerce como fator de transformação: as vendas online de bens de consumo massivo (FMCG) cresceram 34% e atingiram R$ 17,2 bilhões. Entre os consumidores, 88% já compram produtos da categoria pela internet, 64% substituem compras que fariam em lojas físicas pelo canal digital e 48% optam pelo e-commerce por encontrarem ofertas mais competitivas. Por fim, o estudo sinaliza que novas categorias de gastos passaram a competir pelo orçamento das famílias, como medicamentos à base de GLP-1, apostas esportivas e jogos online. Para a consultoria, a queda de volume no varejo resulta da interação entre cinco forças: endividamento e custo de vida elevado, mudanças no consumo dentro e fora do lar, avanço do e-commerce, estratégias de economia dos consumidores e a disputa crescente por espaço no orçamento familiar.
FONTE ORIGINAL:
https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/queda-no-consumo-atinge-70-das-categorias-em-2026-diz-niq
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