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Rotativo do cartão de crédito bate recorde de R$ 311,5 bilhões até agosto, cobra 444,89% ao ano e transforma fatura de R$ 1.000 em R$ 1.963 mesmo parcelada

Publicado em: 08/10/2026 10:16
Rotativo do cartão de crédito bate recorde de R$ 311,5 bilhões até agosto, cobra 444,89% ao ano e transforma fatura de R$ 1.000 em R$ 1.963 mesmo parcelada
O rotativo do cartão de crédito movimentou R$ 311,5 bilhões em novas operações entre janeiro e agosto de 2026, o maior valor para esse período desde o início da série, em 2012. O dado vem das Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, consultadas em 8 de outubro. No mesmo intervalo de 2025, as concessões somaram R$ 266,1 bilhões, o que representa alta de 17,1%. Em agosto de 2026 isoladamente, as concessões atingiram R$ 41,1 bilhões, maior valor mensal da série histórica. A taxa média de juros do rotativo para pessoas físicas alcançou 444,89% ao ano em agosto, equivalente a 15,18% ao mês. O pico da série foi registrado em dezembro de 2016, com 497,73% ao ano. O saldo devedor do rotativo chegou a R$ 96,1 bilhões em agosto, maior valor desde 2012, contra R$ 79,5 bilhões um ano antes, alta de 21%. A inadimplência do rotativo, que mede a carteira com atraso superior a 90 dias, chegou a 66,15% em agosto, ante 60,49% no mesmo mês de 2025. Simulações com a taxa média de agosto sobre uma fatura de R$ 1.000 indicam valorização para R$ 1.151,80 em um mês e R$ 1.528,03 em três meses, antes da aplicação de qualquer limite legal. A Lei 14.690, de 2023, estabelece no artigo 28 que juros e encargos do rotativo e do parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida, o que limita a cobrança total a R$ 2.000 nessa simulação. A Resolução 4.549 do Conselho Monetário Nacional determina que o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte, sendo que, após esse prazo, o banco deve oferecer o parcelamento em condições mais vantajosas. Combinando um mês de rotativo e posteriormente 12 parcelas na taxa média do cartão parcelado (9,34% ao mês), a fatura de R$ 1.000 alcançaria R$ 1.963,38 no total, valor próximo ao teto legal. Simulações com outras linhas de crédito, usando as taxas médias de agosto do Banco Central, indicam custos menores: crédito pessoal sem consignação (6,39% ao mês), consignado privado (3,79% ao mês) e consignado do INSS (1,82% ao mês). O comprometimento da renda das famílias com dívidas ficou em 28,7%, segundo Agência Brasil com base em dados do Banco Central. A taxa média do crédito livre para pessoas físicas subiu para 61,74% ao ano em agosto. O teto de juros do rotativo, que vincula a Resolução do CMN, passou a valer desde 3 de janeiro de 2024.
FONTE ORIGINAL:
https://clickpetroleoegas.com.br/rotativo-do-cartao-de-credito-bate-recorde-de-r-311-5-bilhoes-ate-agosto-cobra-444-89-ao-ano-e-transforma-fatura-de-r-1-000-em-r-1-963-mesmo-parcelada-btl96-mhbb01
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