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Bancos veem espaço para queda da Selic, mas inadimplência segue como risco para a economia
Publicado em: 09/10/2026 13:52
A maioria dos bancos brasileiros projeta queda da taxa básica de juros até o fim do ano, segundo levantamento da Febraban. Em paralelo, o mesmo levantamento registra revisão para cima da estimativa de inadimplência no encerramento do período, evidenciando que a redução de custo do crédito não elimina automaticamente os riscos de crédito no curto prazo. A elevação dos índices de inadimplência já se reflete em comportamento prático das instituições financeiras, que vêm adotando critérios mais rigorosos na concessão de empréstimos. Essa contenção de oferta responde à combinação de juros elevados, maior endividamento das famílias e perda de fôlego da renda disponível. A desaceleração do crédito tende a limitar consumo e investimentos, embora avaliações de mercado ainda não apontem para um cenário recessivo. O segmento agrícola concentra atenção particular de bancos com exposição mais elevada. Endividamento de produtores e empresas do setor pode demandar renegociação de passivos, com alongamento de prazos e busca por crédito em condições mais favoráveis, em um contexto típico do período mais avançado de um ciclo de alta de juros. No plano externo, a persistência de rendimentos elevados em títulos públicos dos Estados Unidos é apontada como fator que pode reduzir a atratividade de fluxos de capital para mercados emergentes. Riscos adicionais incluem manutenção de preços do petróleo em níveis altos e potencial correção no mercado acionário norte-americano, ambos com efeitos potenciais sobre inflação e política monetária internacional. No cenário doméstico, a condução da política fiscal é considerada determinante para o comportamento dos juros futuros e para a melhora das condições de financiamento. Um ajuste fiscal consistente poderia reduzir a percepção de risco e favorecer a redução do custo do crédito, com impacto direto sobre concessão, recuperação de ativos e capacidade de pagamento de famílias e empresas. A indústria aparece entre os setores mais sensíveis ao ciclo de juros elevados, dependente de financiamento de prazo longo para expansão e modernização. Uma eventual trajetória descendente da taxa básica representaria impacto relevante na disponibilidade de crédito para investimento produtivo.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/bancos-veem-espaco-para-queda-da-selic-mas-inadimplencia-segue-como-risco-para-a-economia
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