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Bancões sob pressão no 3T26: Goldman vê piora do crédito e tem Itaú como favorito
Publicado em: 09/10/2026 11:42
Um relatório de prévia do terceiro trimestre de 2026 do Goldman Sachs aponta que a temporada de resultados dos bancos brasileiros deve reforçar a deterioração do ciclo de crédito, considerada uma das principais preocupações do mercado para 2026. Segundo a casa, a inadimplência acima de 90 dias do sistema financeiro saltou de 3% em dezembro de 2024 para 4,6% em junho de 2026, das quais cerca de 60% refletiriam deterioração efetiva da qualidade do crédito e 40% decorreriam das mudanças regulatórias introduzidas pela Resolução 4.966. A análise indica que a pressão não está distribuída de forma uniforme entre as instituições. Os bancos públicos responderiam por aproximadamente 53% do aumento do estoque de inadimplência do sistema entre o 2T25 e o 2T26, com destaque para Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Entre os grandes bancos listados, o Banco do Brasil aparece como o caso mais desafiador, com taxa de inadimplência 160 pontos-base maior em um ano, chegando a 5,6% no 2T26. O relatório aponta crédito rural, cartões e efeitos limitados das medidas de renegociação de clientes estressados como focos de pressão. No caso do Bradesco, o Goldman espera avanços operacionais, mas vê as provisões ainda limitando uma recuperação mais forte dos resultados, com destaque para a elevada participação de ativos fiscais diferidos ligados a provisões de crédito, que chegou a 45% do patrimônio líquido do banco, o maior entre os incumbentes analisados. O Santander Brasil deve mostrar melhora marginal dos resultados, embora a casa considere a recuperação lenta, com custo de risco elevado e deterioração do crédito corporativo ainda em destaque. Do lado mais resiliente, o Itaú é apresentado como o nome com a carteira de crédito de maior qualidade entre os grandes bancos, além da maior rentabilidade e da estrutura de capital mais robusta do setor, com recomendação de compra. O Nubank também segue entre os preferidos para atravessar um ambiente mais difícil de crédito, sustentado pela maior rentabilidade do setor, posição de capital confortável e relação empréstimos/depósitos próxima de 90%, bem abaixo do intervalo de 120% a 145% observado nos grandes bancos tradicionais. O documento lembra ainda que a deterioração do crédito já chama atenção dos reguladores: o Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central discute possíveis medidas macroprudenciais para conter riscos associados ao crédito para famílias, especialmente em cartões de crédito e empréstimos pessoais sem garantia, incluindo mudanças nos pesos de risco utilizados pelos bancos para essas operações. A próxima reunião do comitê está marcada para novembro, após o segundo turno das eleições.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/bancoes-sob-pressao-no-3t26-goldman-ve-piora-do-credito-e-tem-itau-como-favorito
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