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Geração de empregos desacelera no Brasil em 2026, enquanto juros e crédito pressionam o comércio, aponta Novo Caged
Publicado em: 10/10/2026 08:00
O Brasil gerou 972,2 mil empregos formais entre janeiro e julho de 2026, segundo o Novo Caged/Ministério do Trabalho e Emprego, o que representa queda de 29% frente ao mesmo período de 2025. A taxa de desocupação, conforme a PNAD Contínua do IBGE, ficou em 5,3%, e o rendimento médio permaneceu estável em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto, sem crescimento apesar do aumento da ocupação. A desaceleração atingiu a maioria dos setores: agropecuária recuou 51%, indústria 40% e serviços 15% no saldo de vagas. A construção civil foi exceção, com 180,4 mil novas vagas, 2% acima de 2025. Os serviços seguem responsáveis pela maior parcela dos postos criados no período. O comércio varejista fechou os sete meses com saldo negativo de 51,7 mil empregos formais, diante de 44,1 mil postos criados em 2025. No atacado, a geração de vagas caiu 48%, e no comércio de veículos automotores, 44%. Segundo análise citada na reportagem, juros elevados, inadimplência e restrições no acesso ao crédito estão entre os fatores associados ao desempenho do setor, com impacto especialmente em bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos. As vendas do varejo recuaram 0,8% em julho de 2026 sobre junho, em bases sazonais, com móveis e eletrodomésticos retraindo 4,9% no mês — a maior queda desde dezembro de 2023. A CNC aponta o custo do crédito e o comprometimento da renda das famílias com dívidas como limitadores das compras de maior valor. Trabalhadores por conta própria somavam 26,1 milhões e trabalhadores domésticos cerca de 5,5 milhões, ambos estáveis. O economista citado observa que a queda no fluxo de contratações acompanha o comportamento da atividade econômica, sem que o estoque acumulado de empregos tenha recuado até o período analisado, e destaca que autônomos podem ter menor cobertura da Seguridade Social.
FONTE ORIGINAL:
https://jornalgrandebahia.com.br/2026/10/geracao-de-empregos-desacelera-no-brasil-em-2026-enquanto-juros-e-credito-pressionam-o-comercio-aponta-novo-caged
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