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Vulnerabilidade financeira das famílias aumenta em 22 das 27 unidades da federação, diz FGV Ibre
Publicado em: 11/10/2026 05:30
A vulnerabilidade financeira das famílias piorou entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano em 22 das 27 unidades da federação, segundo a FGV Ibre. O indicador, conhecido como IVF, avalia exposição ao risco, nível de endividamento, liquidez e capacidade de pagamento das famílias. No país, 80% das famílias relatam ter algum tipo de dívida e 30% estão com contas em atraso. A piora foi descrita pelos pesquisadores como disseminada, sem concentração em uma região ou grupo específico, ainda que de magnitude suave: a média nacional do IVF subiu 1,01%. Segundo Flávio Ataliba, Pedro Avelino, João Mario de França e Thiago Freitas, o fato de aproximadamente 81% das unidades da federação registrarem aumento do índice sugere que a deterioração não esteve concentrada em poucos estados. O ranking não mudou nos extremos: Maranhão, Tocantins e Rondônia permaneceram como unidades de maior vulnerabilidade e o Distrito Federal, de menor. A fragilidade do mercado de trabalho é apontada como fator central na posição do Maranhão, com rendimento médio real menor, informalidade e desocupação mais elevadas, o que reduz a capacidade sustentável de pagamento futuro das famílias. A baixa capacidade de poupança também é citada como elemento que dificulta o enfrentamento de imprevistos e facilita a entrada na inadimplência, com maior dependência de modalidades de crédito mais caras e emergenciais, como cartão de crédito, cheque especial e crédito sem consignação. Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Pará foram os estados que mais pioraram posições de risco no período. Em sentido oposto, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba e Amazonas reduziram a vulnerabilidade, com o Mato Grosso registrando a maior queda do índice (−2,53%) e o maior deslocamento no ranking, da 4ª para a 10ª posição. São Paulo apresentou deterioração leve, abaixo da média nacional (+0,60%), e mesmo assim avançou uma posição para a faixa de menor risco, devido a movimentos mais pronunciados de unidades federações próximas no ranking. O resultado mostra variação regional no comportamento do risco de crédito das famílias, com efeitos de base ampla sobre inadimplência, cobrança e recuperação de ativos, além de implicações para a leitura de portfólios por geografia.
FONTE ORIGINAL:
https://www.estadao.com.br/economia/vulnerabilidade-financeira-das-familias-aumenta-em-22-das-27-unidades-da-federacao-diz-fgv-ibre
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