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FGV Ibre: Vulnerabilidade financeira das famílias aumenta em 22 estados

Publicado em: 13/10/2026 09:15
FGV Ibre: Vulnerabilidade financeira das famílias aumenta em 22 estados
A vulnerabilidade financeira das famílias brasileiras aumentou em 22 das 27 unidades da federação no segundo trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior, segundo levantamento da FGV Ibre. Isso representa cerca de 81% das unidades da federação. O Índice de Vulnerabilidade Financeira (IVF), que avalia endividamento, liquidez, exposição ao risco e capacidade de pagamento, registrou alta média de 1,01% no país. O cenário ocorre em meio a um elevado nível de comprometimento da renda: 80% das famílias brasileiras relatam ter algum tipo de dívida, enquanto 30% estão com contas em atraso. A piora foi classificada como moderada e não se concentrou em uma região ou grupo específico. Apesar da deterioração generalizada, não houve mudanças nas posições extremas do ranking. Maranhão, Tocantins e Rondônia permaneceram como as unidades da federação com maior vulnerabilidade financeira, enquanto o Distrito Federal continuou na posição de menor risco. A maior vulnerabilidade das famílias maranhenses está associada, principalmente, à fragilidade do mercado de trabalho. O menor rendimento médio real, combinado a taxas mais elevadas de informalidade e desocupação, reduz a capacidade de pagamento das famílias no longo prazo. A baixa capacidade de poupança também agrava o cenário, pois limita os recursos disponíveis para enfrentar imprevistos e aumenta o risco de inadimplência. Além disso, as famílias apresentam maior endividamento e dependência de modalidades de crédito mais caras e emergenciais, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos sem consignação. Alagoas e Bahia tiveram os maiores avanços em direção às posições de maior vulnerabilidade, com deslocamento de três posições cada. O Espírito Santo subiu duas posições e o Pará passou do 7º para o 5º lugar. Na direção contrária, Mato Grosso apresentou a maior queda no índice (2,53%), seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba e Amazonas. Em São Paulo, a vulnerabilidade financeira aumentou 0,60%, alta inferior à média nacional, mas o estado avançou uma posição em direção à faixa de menor risco por deterioração mais intensa de unidades federativas próximas no ranking.
FONTE ORIGINAL:
https://claudiodantas.com.br/vulnerabilidade-financeira-familias-aumenta
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