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Crédito no Brasil deve crescer 8,9% em 2026, mas bancos veem desaceleração no fim do ano

Publicado em: 14/10/2026 16:39
Crédito no Brasil deve crescer 8,9% em 2026, mas bancos veem desaceleração no fim do ano
A Federação Brasileira de Bancos projetou expansão de 8,9% no volume total de crédito no Brasil em 2026, em levantamento divulgado em 6 de outubro após ouvir 20 instituições financeiras. O levantamento indica, contudo, perda de ritmo nas concessões no segundo semestre: 55% dos bancos consultados preveem desaceleração gradual e 30% antecipam queda mais acentuada até dezembro. Para 2027, a estimativa aponta avanço de 7,4% na carteira total, ritmo inferior ao projetado para este ano, em ambiente de juros elevados e maior pressão sobre o orçamento de famílias e empresas. Estatísticas do Banco Central divulgadas em 29 de setembro confirmam a tendência de perda de ritmo. O saldo total de crédito no Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, com alta de 9,2% em 12 meses, ante 9,3% no mês anterior, e avanço de 0,5% na comparação entre julho e agosto. Pessoas físicas somaram R$ 4,7 trilhões em saldo, com expansão de 10,5% em 12 meses, enquanto pessoas jurídicas alcançaram R$ 2,7 trilhões, com alta de 7,1%. Nas operações com recursos livres para empresas, nas quais taxas e condições são definidas pelas instituições, o saldo recuou 0,6% em agosto frente a julho. A capacidade de pagamento dos tomadores figura entre as principais preocupações das instituições consultadas. Segundo o levantamento, 65% dos bancos esperam que a inadimplência das famílias continue em trajetória de alta até o fim de 2026, com projeção de 6,1% para o calote na carteira de crédito livre, que abrange famílias e empresas. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência de toda a carteira ficou em 5% em agosto, com alta de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto em 12 meses; entre pessoas físicas, a taxa atingiu 6%, e no segmento corporativo, 3,3%. O endividamento das famílias chegou a 49,9% em julho, com alta de 1,1 ponto em 12 meses, e o comprometimento de renda ficou em 28,7%. O custo do crédito permanece elevado: em agosto, a taxa média de juros das novas concessões alcançou 32,3% ao ano, e no crédito livre para pessoas físicas atingiu 61,7% ao ano. De acordo com o levantamento, o crescimento em 2026 deve ser sustentado principalmente por operações com recursos direcionados, incluindo programas de financiamento público e linhas com condições específicas; no segmento de pessoas físicas, o avanço é impulsionado pelo crédito imobiliário e pelo consignado privado. Os dados do último trimestre devem indicar se a trajetória de desaceleração prevista pelo setor financeiro se confirma.
FONTE ORIGINAL:
https://www.varginhaonline.com.br/economia/credito-no-brasil-deve-crescer-em-2026-com-desaceleracao
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