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Boletim Econômico de Outubro 2026
Publicado em: 15/10/2026 20:37
A economia brasileira começa a mostrar sinais de mudança de direção: a inflação recuou e o Copom promoveu novo corte da Selic, reduzindo a taxa de 14,00% para 13,75% ao ano em setembro, o quinto corte consecutivo desde março. O IPCA caiu 0,32% em agosto e desacelerou para 4,22% em 12 meses, abaixo do teto da meta de 4,50%, com habitação e alimentação contribuindo para a queda. A projeção de IPCA de 2026 foi ajustada de 5,1% para 5,0%, e a projeção de Selic para o fim de 2026 foi revisada para 13,50%. O Banco Central, porém, mantém cautela diante da inflação de serviços e de riscos externos. O dólar encerrou setembro próximo de R$ 5,17, com o real acumulando valorização de cerca de 5,5% no ano, mesmo após alta de juros nos Estados Unidos e com apoio do saldo comercial. A projeção para o fim de 2026 permanece em R$ 5,45 por dólar. O alívio monetário ainda não se refletiu na situação de consumidores e empresas. Em agosto, 84,0 milhões de consumidores estavam negativados, cerca de 51% da população adulta, com dívidas somando R$ 592,1 bilhões e média de quatro débitos por consumidor inadimplente. Entre as empresas, 9,3 milhões de CNPJs estavam inadimplentes, com R$ 244,4 bilhões em dívidas, dos quais 8,8 milhões correspondiam a micro e pequenas empresas. O Desenrola Brasil 2.0 reduziu a velocidade de crescimento da inadimplência durante sua vigência, sem diminuir o total de negativados. A pressão financeira corporativa aparece também nos pedidos de recuperação judicial: 237 CNPJs em maio ante 160 em abril, cenário que, segundo a fonte, ainda não indica normalização das condições financeiras das empresas. O crédito permanece ativo no ambiente. As concessões somaram R$ 729,2 bilhões em agosto, com alta de 1,7% na comparação mensal com ajuste sazonal e crescimento de 10,7% em 12 meses. A inadimplência das famílias atingiu 6,0%, e parte relevante da expansão entre empresas segue ligada a capital de giro e sustentação de caixa. A projeção de crescimento do saldo de crédito em 2026 é de 8,5%. A atividade perde ritmo: varejo ampliado cresceu 0,4% em julho, serviços ficaram estáveis e a indústria recuou 0,6% em agosto. O desemprego manteve-se em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, com 103,5 milhões de ocupados e renda média real de R$ 3.777. Para 2026, mantém-se a projeção de crescimento de 1,8% do PIB.
FONTE ORIGINAL:
https://www.serasaexperian.com.br/conteudos/boletim-economico-de-outubro-2026
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