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Intenção de consumo das famílias recua pelo quinto mês seguido
Publicado em: 16/10/2026 15:18
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador mensurado pela FecomercioSP, recuou 1,2% em agosto, caindo para 110,9 pontos. Foi a quinta queda mensal consecutiva e a mais intensa da sequência iniciada em abril. Ainda assim, o índice permaneceu acima da linha de satisfação (100 pontos) e cresceu 4,4% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O mercado de trabalho segue como principal fator de sustentação do indicador. O componente emprego atual variou -0,4% no mês, para 141,3 pontos, e avançou 6,3% em um ano, permanecendo como o item de maior pontuação. Já a perspectiva profissional caiu 4,5% no mês e 10,5% em um ano, ampliando a distância em relação ao emprego atual e indicando menor confiança das famílias em relação a promoções, aumentos salariais e estabilidade futura. A renda atual recuou 1,3%, na terceira queda mensal consecutiva, embora ainda esteja 2,8% acima de agosto de 2025. O acesso ao crédito foi o único componente a avançar no mês (+0,8%), sem que isso signifique redução do custo dos financiamentos. Segundo a leitura da FecomercioSP, emprego e renda ainda funcionam como amortecedores, mas juros altos, endividamento e cautela das famílias seguem limitando compras de valor mais alto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) variou -0,6% em relação a julho, para 120,8 pontos, com retração menor que a queda de 2% do mês anterior e manutenção na zona de otimismo. Na comparação anual, o avanço foi de 8%. Os subíndices divergiram: as condições econômicas atuais (ICEA) avançaram 0,5%, para 114,5 pontos, enquanto as expectativas do consumidor (IEC) recuaram 1,3%, para 125 pontos. A queda do ICC foi mais intensa entre consumidores com 35 anos ou mais (-3%), enquanto os mais jovens variaram 0,8%, ampliando a diferença entre os grupos de 6 para 10,6 pontos. Por renda, a confiança recuou entre lares com até dez salários mínimos (-1,2%) e avançou entre os de maior renda (0,6%). Entre homens, o ICC caiu 1,8%; entre mulheres, variou 0,6%. Todas as segmentações registraram alta no comparativo anual. Para o varejo, o quadro reforça consumo mais planejado, com pesquisa de preços, comparação entre canais e maior seletividade. Segmentos dependentes de crédito e parcelamento tendem a enfrentar mais resistência, o que eleva a importância da gestão prudente de estoques e caixa e da adaptação da oferta aos diferentes perfis de renda e idade.
FONTE ORIGINAL:
https://fecomercio.com.br/pesquisas/intencao-de-consumo-das-familias-recua-pelo-quinto-mes-seguido
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