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Inadimplência cresce menos no Nordeste que no restante do país, aponta SPC Brasil
Publicado em: 16/10/2026 07:49
O Nordeste concentra quase 20 milhões de consumidores negativados, mas registra o menor avanço anual entre as cinco regiões brasileiras, tanto no número de pessoas físicas inadimplentes quanto na quantidade de dívidas em atraso. Segundo dados do SPC Brasil referentes a setembro de 2026, aproximadamente 19,82 milhões de consumidores nordestinos estavam negativados, o equivalente a 44,77% da população adulta regional — o segundo maior contingente absoluto do país, atrás apenas do Sudeste. No comparativo anual, o número de consumidores negativados na região cresceu 4,58% em relação a setembro de 2025, enquanto o volume de dívidas de pessoas físicas em atraso avançou 10,40%. Ambas as variações ficaram abaixo das registradas nas demais regiões. A diferença entre os dois indicadores é relevante para a leitura do cenário, já que uma mesma pessoa pode acumular mais de um débito: o crescimento do volume de dívidas não implica, necessariamente, aumento proporcional do número de devedores. Na variação mensal, entre agosto e setembro de 2026, o Nordeste também apresentou crescimento: os consumidores negativados subiram 1,68% e as dívidas em atraso avançaram 2,44%. No segmento empresarial, a região também ficou abaixo da média nacional. Em setembro, o número de empresas inadimplentes cresceu 11,42% em 12 meses, contra 13,24% no país, e o volume de dívidas empresariais em atraso avançou 13,72%, frente a 15,35% da média brasileira. Na comparação mensal, as empresas inadimplentes da região aumentaram 0,91% e as dívidas empresariais em atraso, 0,88%. Os dados desenham um quadro com duas leituras complementares: de um lado, quase metade da população adulta nordestina aparece na estimativa de consumidores negativados; de outro, o ritmo de crescimento da inadimplência, tanto de pessoas físicas quanto de empresas, ficou abaixo do observado nas demais regiões e da média nacional. Segundo os indicadores, isso não significa que a situação financeira de consumidores e negócios esteja resolvida, nem comprova redução do endividamento. A evolução dos próximos meses será o parâmetro para verificar se o crescimento seguirá abaixo da média brasileira e se haverá desaceleração. Os números reforçam a importância de acompanhar separadamente consumidores negativados, volume de dívidas em atraso e situação das empresas ao dimensionar o risco de crédito no país.
FONTE ORIGINAL:
https://ne9.com.br/inadimplencia-cresce-menos-no-nordeste-que-no-restante-do-pais-aponta-spc-brasil
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