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Rastreio de criptomoedas: Brasil debate cooperação na França
Publicado em: 19/10/2026 18:05
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) representou o Brasil em encontros do Conselho da Europa, em Estrasburgo, na França, sobre rastreamento e apreensão de criptomoedas. A delegação brasileira participou das discussões até sexta-feira (16), com técnicos de mais de cem nações. A representação foi chefiada por Márcio Júlio da Silva Mattos, diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). Os painéis trataram da relação com corretoras para manter evidências digitais e agilizar o congelamento de ativos virtuais. Na área de recuperação patrimonial, as autoridades avaliaram como seguir transações suspeitas em negociações internacionais e evitar a fuga de recursos ligados a fraudes e corrupção. Mattos afirmou que acompanhar o fluxo dos recursos é essencial diante de ativos virtuais e redes criminosas espalhadas por vários territórios. A agenda incluiu a Conferência Octopus 2026 e a sessão plenária da Convenção de Budapeste, dedicada a crimes cibernéticos. Na quarta-feira (14), o Conselho da Europa passou a receber assinaturas de um protocolo complementar à Convenção de Varsóvia, cujo texto cria ferramentas para que países localizem, apreendam e confisquem patrimônio de facções. As reuniões também examinaram a necessidade de acelerar a obtenção de evidências eletrônicas mantidas em servidores fora do país, discussão que seguiu o Segundo Protocolo Adicional à Convenção de Budapeste, que permite falar diretamente com provedores de serviços digitais. Em atividades paralelas, a delegação conheceu práticas de investigação adotadas por agências de outros países. Métodos de monitoramento de criptoativos e de leitura de dados deverão ser incorporados ao Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim), no Brasil. As reuniões também examinaram como organizações criminosas usam inteligência artificial para produzir vídeos falsos, automatizar ataques de phishing e escrever códigos maliciosos. Especialistas em segurança chamaram atenção para o avanço de bases físicas usadas em fraudes digitais em larga escala, muitas vezes associadas ao tráfico de pessoas e à exploração de trabalhadores.
FONTE ORIGINAL:
https://www.spacemoney.com.br/investimentos/criptomoedas/brasil-rastreio-criptomoedas-franca
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