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Autoridades do Brasil na França debatem sobre rastreio e apreensão de criptomoedas

Publicado em: 19/10/2026 18:00
Autoridades do Brasil na França debatem sobre rastreio e apreensão de criptomoedas
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) representou o Brasil em debates internacionais na França sobre o rastreio e a apreensão de criptomoedas. A comitiva brasileira participou de encontros promovidos pelo Conselho da Europa na cidade de Estrasburgo, onde especialistas de mais de cem países discutiram métodos para frear o crime cibernético e recuperar patrimônios ilícitos no exterior. Os painéis focaram na interlocução com corretoras para preservar provas digitais e viabilizar o bloqueio rápido de criptoativos. Márcio Júlio da Silva Mattos liderou a representação nacional como diretor substituto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). A agenda oficial incluiu a Conferência Octopus 2026 e a plenária da Convenção de Budapeste sobre crimes na internet. Na frente de recuperação patrimonial, as autoridades avaliaram estratégias para rastrear transações suspeitas em plataformas globais e, com o trabalho conjunto com prestadores de serviços, buscar impedir a fuga de capitais gerados por fraudes e corrupção. Durante a programação, o Conselho Europeu abriu a assinatura de um protocolo adicional à Convenção de Varsóvia, instrumento que amplia os mecanismos entre nações para identificar, apreender e confiscar bens ligados a facções. O diretor substituto do DRCI destacou a urgência de monitorar a rota do dinheiro em estruturas descentralizadas, afirmando que a cooperação jurídica internacional e a capacidade de seguir o fluxo dos recursos são fundamentais para que as autoridades respondam de forma efetiva ao uso de ativos virtuais pela criminalidade. Fora das plenárias, a delegação trocou experiências sobre novas ferramentas de investigação com agências estrangeiras. As técnicas de rastreamento de criptomoedas e análise de dados reforçarão as rotinas do Laboratório Estratégico contra o Crime (LabCrim) no Brasil. A agenda também abordou o uso de inteligência artificial por grupos organizados em aluguel de ferramentas para outros criminosos, como criação de vídeos falsos, campanhas automáticas de phishing e desenvolvimento de códigos maliciosos, além da expansão de complexos físicos dedicados à aplicação de golpes digitais em escala industrial, com vínculos apontados para redes de tráfico de pessoas e exploração de mão de obra. Com foco na agilidade processual, os delegados debateram meios para acelerar a coleta de provas eletrônicas armazenadas em servidores de outros países, seguindo o Segundo Protocolo Adicional da Convenção de Budapeste para facilitar o contato direto com provedores de serviços digitais.
FONTE ORIGINAL:
https://livecoins.com.br/autoridades-do-brasil-na-franca-debatem-sobre-rastreio-e-apreensao-de-criptomoedas
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