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Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
Publicado em: 19/10/2026 17:58
O Grupo Ri Happy, uma das maiores redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do Brasil, protocolou pedido de recuperação extrajudicial, mecanismo alternativo à recuperação judicial no qual o devedor negocia diretamente com credores fora do âmbito judicial, embora o acordo precise de homologação posterior pela Justiça. A empresa não divulgou o valor da dívida a ser renegociada, mas informou, em comunicado, que já conta com adesão expressiva de credores. Paralelamente ao pedido, a companhia realizou ajustes nas equipes corporativas e comunicou mudança de sede. As mudanças fazem parte de um processo de transformação operacional e financeira iniciado após a compra do grupo pela BluSun Capital Partners em agosto deste ano. O comprador é uma sociedade anônima nacional de capital fechado, fundada por Héctor Nuñez, que retornou à presidência da empresa pela segunda vez, após comandá-la entre 2012 e 2020. A nova estrutura inclui Carlos Fernandes como diretor operacional, Diego Motta como diretor financeiro, Sandra Haddad como diretora comercial, Alexandra Carrão como diretora de Gente e Gestão e Robledo Castro como diretor de Tecnologia e Informação. A companhia citou, entre os desafios do momento do varejo brasileiro, juros elevados, mudanças no consumo, intensificação da concorrência e efeitos acumulados da pandemia. O movimento de ajuste segue uma iniciativa considerada frustrada de inovação no modelo de negócio: em meados de junho, o grupo inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, uma unidade com o formato Divertudo, que mistura venda de brinquedos, entretenimento e experiência, sem bom desempenho em vendas. Fundada em 1988, a Ri Happy adquiriu em 2012 a concorrente PBKids. Na época da compra pela BluSun Capital Partners, em agosto, operava 293 lojas: 244 sob a bandeira Ri Happy (163 próprias e 81 franquias) e 49 sob a bandeira PBKids (42 próprias e sete franquias).
FONTE ORIGINAL:
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/10/7523666-grupo-ri-happy-entra-com-pedido-de-recuperacao-extrajudicial.html
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