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Varejo brasileiro recua em setembro, mas mantém crescimento de 5,4% em um ano, aponta índice Stone

Publicado em: 19/10/2026 14:03
Varejo brasileiro recua em setembro, mas mantém crescimento de 5,4% em um ano, aponta índice Stone
O varejo brasileiro registrou leve retração em setembro de 2026 após três meses consecutivos de alta, segundo o Índice do Varejo Stone. O varejo ampliado recuou 0,3% em relação a agosto e o varejo restrito teve queda de 0,2%. Na comparação anual, porém, os indicadores mantiveram crescimento de 5,4% e 7%, respectivamente. No terceiro trimestre, o varejo ampliado avançou 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, e o restrito, 6,9%. O acumulado de janeiro a setembro registrou altas de 4,7% e 4,8%. O cenário combina fatores favoráveis e desfavoráveis ao consumo. De um lado, o mercado de trabalho aquecido sustenta as vendas: a taxa de desemprego ficou em 5,3% em agosto, menor patamar da série histórica para o mês, e a massa de rendimentos alcançou R$ 385,6 bilhões. De outro, o comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu 28,7% em julho, o maior nível da série histórica, e a Selic estava em 13,75%, após cinco cortes consecutivos. A análise avalia que os efeitos mais relevantes da redução dos juros sobre a atividade varejista devem ocorrer apenas em 2027. A diferença entre segmentos evidencia a influência das condições de crédito sobre as decisões de compra. No terceiro trimestre, atividades menos dependentes do crédito cresceram 9,7%, enquanto setores mais sensíveis às condições de financiamento avançaram 2,8%. Em setembro, na comparação anual, os setores sensíveis à renda registraram alta de 10,2%, contra apenas 0,4% dos dependentes de crédito. Combustíveis (13,4%), hipermercados (11,9%) e farmácias (4,8%) lideraram os ganhos. Já móveis e eletrodomésticos (-0,5% no ano), materiais de construção (-0,4%) e tecidos, vestuário e calçados (-4,4%, pior desempenho anual entre os oito segmentos) enfrentaram dificuldades. Em termos geográficos, 26 das 27 unidades da Federação registraram crescimento anual em setembro, lideradas por Roraima (19,6%), Acre (13,9%) e Amazonas (12,1%). Mato Grosso foi a única retração (-1,9%). O Rio de Janeiro cresceu 3,7%, abaixo da média nacional de 7% e do Sudeste (3,9%). A análise sinaliza possível desaceleração do ritmo de expansão fluminense no segundo semestre, comparando os resultados de setembro com os de meses anteriores. O texto destaca cautela na comparação entre metodologias: a PMC/IBGE apontou alta de 0,4% no varejo restrito em agosto de 2026, ante 7% do Índice do Varejo Stone em setembro, diferença relacionada às bases e metodologias de medição, não diretamente equivalentes. Diante do cenário, a análise recomenda que varejistas priorizem o giro de estoques e o controle da exposição ao crédito, com atenção às categorias essenciais de desempenho mais consistente e acompanhamento criterioso de bens duráveis e materiais de construção, mais vulneráveis ao custo do financiamento.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/varejo-brasileiro-recua-em-setembro-mas-mantem-crescimento-de-54-em-um-ano-aponta-indice-stone
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