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Ri Happy pede recuperação extrajudicial e amplia lista de grandes empresas em crise em 2026
Publicado em: 19/10/2026 12:14
O Grupo Ri Happy protocolou pedido de recuperação extrajudicial de R$ 827,4 milhões para renegociar dívidas com credores. A medida ocorre três anos após um acordo bancário anterior e foi solicitada 48 dias após a BluSun Capital Partners assumir o controle do grupo. Sob a gestão de Héctor Nuñez, a empresa busca reorganizar suas obrigações financeiras sem interromper as atividades, mantendo lojas físicas e canais digitais em funcionamento normal. Em agosto de 2023, a varejista de brinquedos já havia renegociado R$ 289 milhões em dívidas com nove instituições financeiras, com alongamento de vencimentos para 2027 e 2028 e aporte de R$ 75 milhões do fundo Carlyle. O novo pedido representa outra tentativa de reorganização financeira, mas não há confirmação de que os contratos renegociados anteriormente estejam incluídos no processo atual, portanto os valores de 2023 e de 2026 não representam necessariamente o mesmo conjunto de obrigações. A Ri Happy integra uma onda de pedidos de recuperação por grandes empresas em 2026. A fabricante de brinquedos Estrela pediu recuperação judicial envolvendo aproximadamente R$ 109,2 milhões, atribuindo dificuldades a juros elevados, restrições de crédito e mudanças no consumo infantil. No varejo, a Casas Bahia solicitou recuperação judicial em agosto envolvendo cerca de R$ 17,3 bilhões, e o Grupo Pão de Açúcar (GPA) buscou recuperação extrajudicial em março para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões. Fora do varejo, a Raízen recorreu à recuperação extrajudicial envolvendo aproximadamente R$ 65 bilhões em obrigações financeiras. O uso do instrumento extrajudicial vinha crescendo no Brasil antes do novo caso. Segundo o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), os pedidos passaram de 16 em 2021 para 84 em 2025, crescimento de 425% no período. Diferentemente da recuperação judicial, a modalidade extrajudicial permite negociar determinadas dívidas diretamente com credores e solicitar a homologação do acordo à Justiça. O pedido da Ri Happy segue em tramitação. Para fornecedores e parceiros financeiros, a principal questão é identificar quais créditos serão abrangidos pelo plano e quais condições de pagamento serão estabelecidas. A rede mantém operações e prepara as vendas da Black Friday e do Natal.
FONTE ORIGINAL:
https://economicnewsbrasil.com.br/2026/10/19/recuperacao-extrajudicial-da-ri-happy
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