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Top 300 do varejo brasileiro movimentam R$ 1,3 trilhão e maioria cresce acima da inflação
Publicado em: 20/10/2026 14:43
Levantamento do IRTT divulgado no Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro 2026 indica que as 300 maiores empresas do setor movimentaram R$ 1,3 trilhão em vendas em 2025, respondendo por cerca de 48% do varejo brasileiro. Entre as 227 empresas com vendas comparáveis de 2024 e 2025, 77,1% (175 companhias) cresceram acima da inflação, enquanto 9,3% apresentaram retração; nesse universo, as vendas avançaram 8,6%. O texto situa esse desempenho diante de juros elevados, endividamento das famílias e incertezas econômicas. O Panorama do Comércio de agosto de 2026, da CNDL, aponta crescimento de 1,9% no primeiro semestre para varejista e varejo ampliado, com Selic em 14% ao ano, IPCA acumulando 4,4% em 12 meses até julho e indicador de confiança do consumidor da FGV em 88,3 pontos, abaixo da faixa de neutralidade. Em julho, o Brasil registrou 75,08 milhões de consumidores inadimplentes, equivalente a 44,75% da população adulta, segundo CNDL e SPC Brasil. Diferenças de desempenho aparecem entre segmentos. Entre empresas com dados comparáveis, foodservice cresceu 16,7% em 2025, seguido por óticas, joias e acessórios (13,6%) e drogarias e perfumarias (13%). Moda e calçados avançaram 8,6%; eletromóveis e supermercados/hipermercados/atacarejo, 8,4% cada; material de construção, 6,3%. Lojas de departamento e artigos do lar avançaram 2%, setor descrito como mais exposto ao crédito e à compra de bens de maior valor. No ranking, o Grupo Carrefour Brasil liderou com R$ 123,6 bilhões (+2,5%), seguido por Assaí (R$ 84,7 bilhões, +5,2%) e RD Saúde (R$ 47,6 bilhões, +13,9%, terceiro lugar). Magazine Luiza somou R$ 47,5 bilhões e Grupo Boticário, R$ 38,1 bilhões. Entre o top 10 com dados comparáveis, Supermercados BH cresceu 20,9% e Grupo Mateus, 18,2%. Do total, 206 varejistas faturaram ao menos R$ 1 bilhão, com 82.775 pontos de venda e cerca de 1,7 milhão de colaboradores nas 236 empresas que informaram quadro de pessoal. Segundo o estudo, escala, acesso a capital, investimento em tecnologia, cultura de inovação e transformação digital ampliam a resistência das grandes redes a períodos econômicos adversos. O texto registra ainda que supermercados, hipermercados, atacarejo e conveniência concentram 53,2% das vendas das TOP 300, e drogarias e perfumarias, outros 14,9%, enquanto o avanço de empresas regionais reduz gradualmente a concentração nas maiores companhias.
FONTE ORIGINAL:
https://www.sincovaganoticias.com.br/top-300-do-varejo-brasileiro-movimentam-r-13-trilhao-e-maioria-cresce-acima-da-inflacao
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