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Inadimplência volta a crescer no Brasil e atinge 75,05 milhões de consumidores em setembro, aponta CNDL e SPC Brasil - Varejo S.A

Publicado em: 20/10/2026 12:04
Inadimplência volta a crescer no Brasil e atinge 75,05 milhões de consumidores em setembro, aponta CNDL e SPC Brasil - Varejo S.A
O Brasil registrou em setembro de 2026 um total de 75,05 milhões de consumidores com contas em atraso, equivalente a 44,67% da população adulta, segundo o Indicador de Inadimplência da CNDL e do SPC Brasil. A variação anual ficou acima da observada no mês anterior, e de agosto para setembro o número de devedores cresceu 2,07%. O crescimento anual do indicador concentrou-se no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 4 a 5 anos, com avanço de 34,48%. A maior concentração de devedores está na faixa de 30 a 39 anos, com 23,35% do total e 18,06 milhões de pessoas, o que representa 53,30% da população dessa idade. A participação por sexo distribui-se em 51,38% de mulheres e 48,62% de homens. Por região, as maiores altas anuais ocorreram no Sul (9,75%), Centro-Oeste (7,74%), Norte (7,25%), Sudeste (5,60%) e Nordeste (4,58%). Em setembro de 2026, cada inadimplente devia, em média, R$ 5.240,29, com dívidas junto a cerca de 2,36 empresas credoras; 28,69% dos consumidores tinham pendências de até R$ 500 e 40,75%, de até R$ 1.000. O número de dívidas em atraso cresceu 13,62% em relação ao mesmo período de 2025 e 3,07% de agosto para setembro. Entre os setores credores, as maiores evoluções foram Comunicação (17,84%), Bancos (12,89%) e Água e Luz (12,08%), enquanto o Comércio recuou 1,77%. Em participação, Bancos concentram 65,95% do total de dívidas em atraso, seguidos por Água e Luz (10,14%), Outros (9,82%) e Comércio (8,12%). Na abertura regional do número de dívidas, as maiores altas ocorreram no Sul (17,19%), Norte (14,99%), Centro-Oeste (14,36%), Sudeste (12,62%) e Nordeste (10,40%). Segundo os dados, 48,74% da população adulta do Centro-Oeste está incluída em cadastros de devedores, ante 41,01% no Sul. A CNDL relaciona o cenário a juros elevados, ao encarecimento do crédito e à pressão de despesas do dia a dia sobre o orçamento das famílias, enquanto o SPC Brasil aponta que programas de renegociação, isoladamente, não resolvem o endividamento, diante de dívidas negativadas junto a diferentes credores e de reincidência em atrasos após acordos.
FONTE ORIGINAL:
https://cndl.org.br/varejosa/inadimplencia-volta-a-crescer-no-brasil-e-atinge-7505-milhoes-de-consumidores-em-setembro-aponta-cndl-e-spc-brasil
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