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PMEs podem ganhar poder de negociação com bancos na era da duplicata digital, diz estudo da Núclea
Publicado em: 21/10/2026 20:37
A digitalização da duplicata — a chamada duplicata escritural — pode ampliar o acesso ao crédito e elevar o poder de negociação das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) junto aos bancos. É o que aponta a Pesquisa de Duplicatas 2026, realizada pela Núclea em parceria com o IBPad e a Môre Consultoria, que ouviu instituições financeiras, empresas e associações sobre os impactos da nova infraestrutura de títulos no crédito, na segurança e na preparação operacional do mercado. Embora a implementação comece pelas empresas de maior porte, o levantamento mostra que negócios de menor porte já ampliam a participação na modalidade. Segundo a pesquisa, empresas com faturamento de até R$ 200 mil registraram, entre 2024 e 2025, crescimento de 49% na quantidade de operações com duplicatas e avanço de 125% no valor financeiro movimentado. Esse grupo ainda representa parcela pequena do volume total do mercado, indicando espaço para expansão do uso de recebíveis como instrumento de financiamento. A mudança regulatória prevista para 2026 tem como objetivos eliminar o uso de papel, reduzir fraudes e aumentar a eficiência nas operações financeiras e comerciais. Entre os entrevistados, 88% das instituições financeiras e associações acreditam que o novo modelo ampliará a distribuição de crédito no país; 63% apontam o aumento da oferta de crédito como principal indicador de sucesso da implementação, e 41% esperam redução do custo do financiamento. Com informações registradas eletronicamente em infraestrutura padronizada, mais financiadores poderão avaliar os mesmos títulos, comparar riscos e disputar operações de capital de giro, reduzindo a assimetria de informação que limita o acesso ao crédito. A pesquisa, contudo, identifica desafios de prontidão e de comunicação. 75% das associações entrevistadas enxergam risco de largada assimétrica, cenário em que parte do mercado estará preparada para operar na nova infraestrutura enquanto outra ainda enfrenta dificuldades de adaptação — 82% das instituições financeiras ouvidas já possuem roadmap aprovado, enquanto a prontidão das empresas sacadas é descrita como próxima de zero. O preparo para orientar sacados e sacadores recebeu nota média de 4,2 em uma escala de 0 a 10, com baixo conhecimento sobre conceitos como aceite, cessão, boleto e liquidação. Para o vice-presidente de Negócios da Núclea, Rodrigo Furiato, a adoção depende de entendimento e de coordenação entre empresas, instituições financeiras e demais participantes do ecossistema.
FONTE ORIGINAL:
https://cqcs.com.br/noticia/pmes-podem-ganhar-poder-de-negociacao-com-bancos-na-era-da-duplicata-digital-diz-estudo-da-nuclea
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