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Expansão do crédito em fintechs alcança R$ 53,8 bilhões com avanço do consignado privado

Publicado em: 21/10/2026 14:00
Expansão do crédito em fintechs alcança R$ 53,8 bilhões com avanço do consignado privado
A Pesquisa de Crédito Digital da PwC Brasil e da ABCD indica que as instituições participantes concederam R$ 53,8 bilhões em crédito ao longo de 2025, expansão de 51% frente ao exercício anterior, segundo levantamento setorial divulgado em julho de 2026. O estudo também registra mudança na composição dos portfólios das fintechs: a modalidade de crédito consignado destinada a trabalhadores sob o regime da CLT passou a integrar o catálogo de 47% das entidades consultadas, contra 40% apurados em 2024. Segundo avaliação atribuída ao diretor executivo e economista da fintech Conta Cheia, Gabriel Nasser, a reconfiguração da oferta mostra que a concorrência no sistema de intermediação financeira foi além da precificação de taxas e da liquidez de balanço, deslocando o diferencial competitivo para o entendimento de nichos de tomadores, a robustez da esteira de concessão e a capilaridade dos canais de distribuição. O executivo argumenta que a linha com desconto em folha reúne elementos favoráveis à digitalização — vínculo empregatício formal, amortização retida na fonte pagadora e capacidade de processamento de dados para avaliar o endividamento —, exigindo a manutenção de filtros de risco rigorosos para preservar a integridade da carteira. O texto situa o crédito consignado brasileiro historicamente concentrado em servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, enquanto o segmento de empregados do setor privado permaneceu subaproveitado pelas instituições bancárias tradicionais por fricções operacionais, como a fragmentação de convênios bilaterais com recursos humanos e o risco de rotatividade corporativa. A superação desse atrito vem sendo viabilizada, conforme o Conta Cheia, por plataformas digitais integradas aos fluxos administrativos das empresas empregadoras, reduzindo sobrecarga burocrática e assimetrias informacionais entre tomadores e credores. No modelo descrito, o crédito consignado corporativo é estruturado por convênios diretos com as empresas empregadoras, sem encargos financeiros ao empregador e com decisão de contratação individual e voluntária do trabalhador. A divisão de responsabilidades define que a fintech implanta o convênio, comunica e atende os funcionários, enquanto recursos humano e departamento pessoal não executam análise de crédito, pontuação cadastral ou juízo de risco; as amortizações salariais e repasses mensais observam as normativas do Crédito do Trabalhador, com emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB) na condição de correspondente bancário vinculado a instituições parceiras. Na modelagem de risco, a liderança da fintech sustenta que o desconto em folha mitiga inadimplência por esquecimento ou desorganização do fluxo de caixa, mas não substitui a calibragem do comprometimento de renda preexistente, já que trabalhadores com o mesmo salário podem apresentar realidades patrimôniais divergentes conforme dívidas externas. A pesquisa registra que em 2025 as fintechs receberam 79,8 milhões de requisições de consignado privado e aprovaram 11% do volume, patamar apresentado como filtro deliberado para evitar superendividamento e mitigar degradação de safras; Nasser também aponta governança de risco, blindagem contra fraude cadastral e acompanhamento pós-contratação como condições de expansão sustentável. O texto aponta ainda que a consolidação do consignado privado depende de veículos de captação eficientes, como Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), cujos cotistas institucionais exigem rigor na originação e previsibilidade de inadimplência, além de desafios regulatórios associados à segurança da informação, cumprimento da LGPD e normas do Banco Central para correspondentes, com auditorias periódicas nos sistemas que conectam empregadores, fintechs e instituições liquidantes. O horizonte do segmento, segundo a administração do Conta Cheia, será pautado pelo equilíbrio entre velocidade de distribuição, transparência de custos efetivos totais (CET) e robustez dos instrumentos de avaliação cadastral.
FONTE ORIGINAL:
https://brasilinovador.com.br/expansao-do-credito-em-fintechs-alcanca-r-538-bilhoes-com-avanco-do-consignado-privado
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