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Inadimplência das empresas bate novo recorde no Brasil, diz Serasa Experian
Publicado em: 21/10/2026 12:54
A inadimplência empresarial no Brasil alcançou 9,3 milhões de CNPJs em agosto de 2026, marcando novo recorde da série histórica mensal da Serasa Experian. O total representa alta de 14,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Ao todo, foram registradas 68,2 milhões de dívidas negativadas, somando R$ 244,4 bilhões, com média de 7,4 contas por empresa, dívida média de R$ 26.355,13 por CNPJ e valor médio de R$ 3.583,96 por débito. O Sudeste concentra o maior número de empresas negativadas, liderado por São Paulo, com 3.173.156 companhias. Em seguida vêm Minas Gerais (927.374) e Rio de Janeiro (879.915), seguidos por Paraná (613.012) e Rio Grande do Sul (539.319). As micro e pequenas empresas respondem pela maior parcela da inadimplência, com 8,8 milhões de CNPJs e 61,4 milhões de dívidas, que somavam R$ 211 bilhões — média de 7 contas negativadas e dívida média de R$ 23.902,98 por CNPJ. Em termos setoriais, os serviços concentram 56% das empresas inadimplentes, seguidos pelo comércio (32%), indústria (8%) e setor primário (0,9%), com outros segmentos somando 3,1%. Quanto à origem dos registros negativados, serviços lideram com 31,7%, seguidos por bancos e cartões (19,7%), cooperativas (8,5%), utilities (6,7%) e telefonia (6,2%). Segundo a fonte, mais de três quartos dos registros estão relacionados a setores não financeiros, indicando distribuição das pendências entre diferentes tipos de credores. A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, atribui a sequência de recordes principalmente ao patamar elevado dos juros. A Selic recuou de 15% no início do ano para 14% em agosto e 13,75% atualmente, o que, na leitura apresentada, ainda não foi suficiente para alterar a dinâmica financeira das empresas. A demanda por crédito cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses, e as concessões para capital de giro de curto prazo avançaram 113,9% no mesmo período. Segundo Abdelmalack, esse movimento parece estar mais associado à necessidade de financiar o caixa e manter a operação do que à redução do endividamento ou à expansão dos negócios. Ela também destaca que as micro e pequenas empresas possuem menor capacidade de absorver choques e precisam administrar simultaneamente custos operacionais, capital de giro e um ambiente econômico de menor crescimento, o que amplia a importância da gestão financeira e do planejamento.
FONTE ORIGINAL:
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/inadimplencia-das-empresas-bate-novo-recorde-no-brasil-diz-serasa-experian
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