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Balanços de bancos começam com foco em inadimplência após rali eleitoral
Publicado em: 21/10/2026 07:37
A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa com investidores atentos à inadimplência e à qualidade das carteiras de crédito. O endividamento das famílias permanece como principal preocupação do mercado: dados do Banco Central apontam a inadimplência em recursos livres em 6,6% em agosto, o maior patamar da série iniciada em março de 2011. As teleconferências de divulgação devem ser usadas pelas instituições para calibrar expectativas após o segundo turno da eleição presidencial. Segundo analistas do UBS BB, a mensagem das instituições aos investidores ganha peso porque a maioria das divulgações ocorre depois do pleito. Ações do setor subiram fortemente após o primeiro turno, com altas que variaram de 2,63% a 22,52% no pregão de 5 de outubro, em meio à leitura de possível mudança fiscal. O mercado também discute o risco de medidas macroprudenciais para conter o endividamento. O Banco Central sinaliza que estuda ações que podem incluir aumento de exigências de capital e de compulsórios, elevação de pesos de risco, mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e adoção de um Adicional Contracíclico de Capital Principal (ACCP). Banco do Brasil é apontado como o caso que mais preocupa analistas. O BTG Pactual afirma seguir cauteloso por causa de fraqueza operacional; provisões e crédito rural são os pontos de incerteza, com vencimentos mais concentrados no agronegócio e sem melhora na pontualidade, cenário em que as provisões poderiam crescer de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral. O JPMorgan cortou a recomendação para "underweight" e afirmou que a recuperação pode levar alguns anos. Para os demais bancos, as projeções divergem. Bradesco abre o calendário com expectativa de viés levemente negativo e provisões mais altas, segundo o Safra. O Nubank deve manter expansão de receitas, mas com aumento de provisões, e o impacto positivo do Desenrola no custo de crédito deve ser menor no trimestre. Santander Brasil é visto com trimestre fraco por spreads menores e piora persistente na qualidade dos ativos, com pressão em cartões para baixa renda, PMEs e agronegócio. Itaú é projetado com resultado sólido e qualidade dos ativos resiliente, enquanto o BTG Pactual é esperado com mais um trimestre positivo e crédito como principal destaque.
FONTE ORIGINAL:
https://www.bol.uol.com.br/economia/2026/10/21/balancos-de-bancos-comecam-com-foco-em-inadimplencia-apos-rali-eleitoral.amp.htm
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