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Desenrola 3.0: bancos têm 5 dias para informar dívidas
Publicado em: 23/10/2026 14:04
O Diário Oficial da União publicou, em edição extraordinária, a portaria com o edital que convoca instituições financeiras para a 3ª fase do Desenrola. O programa, voltado à renegociação de dívidas, prevê a compra, pela União, de carteiras de crédito com dívidas antigas para viabilizar a renegociação dos débititos com os consumidores. Bancos terão cinco dias úteis para apresentar dívidas ao governo. A medida marca o início do Desenrola 3.0, que busca reduzir a inadimplência e aquecer o consumo, com impacto direto no comércio e nos pequenos negócios do interior paulista. A inadimplência elevada restringe o consumo das famílias e dificulta o acesso a financiamentos para capital de giro. Com a renegociação, espera-se que consumidores voltem a ter capacidade de compra, beneficiando o varejo local e as micro e pequenas empresas. As instituições financeiras terão cinco dias úteis para informar ao governo as dívidas que pretendem oferecer para renegociação na primeira etapa do Desenrola 3.0. O prazo começa a contar a partir da publicação do edital no Diário Oficial. A etapa não é uma convocação para que os consumidores renegociem suas dívidas, mas um procedimento para medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixas de renda. Após esse levantamento, o governo definirá os próximos passos do leilão. Os credores devem apresentar carteiras de dívidas que atendam aos critérios do programa e aceitar as condições mínimas de desconto. O chamamento público será destinado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Para participar da etapa seguinte, é necessário cumprir todos os requisitos estabelecidos na portaria. A estimativa inicial é que os credores apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. O custo máximo estimado para a compra de todo esse montante seria de R$ 9 bilhões, considerando o desconto mínimo de 90% exigido pelo programa. O governo, porém, não necessariamente comprará todas as carteiras apresentadas. A intenção é estabelecer um orçamento para o leilão e estimular a concorrência entre os credores, o que pode resultar em descontos superiores ao mínimo exigido. O cronograma do programa inclui três fases principais: o chamamento (publicação do edital), a definição do leilão (análise do volume por faixas de renda) e a compra das dívidas, com o leilão previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro. O governo pretende estruturar a disputa para favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs). Caso o volume de dívidas de baixa renda seja menor que o previsto, o governo poderá comprar mais dívidas de alta renda.
FONTE ORIGINAL:
https://aciara.com.br/desenrola-bancos-tem-5-dias-para-informar-dividas
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