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Endividamento em Fortaleza cai ao menor nível desde a pandemia, segundo IPDC

Publicado em: 24/10/2026 01:15
Endividamento em Fortaleza cai ao menor nível desde a pandemia, segundo IPDC
Pesquisa do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) Ceará, aponta que 65,5% dos consumidores de Fortaleza tinham algum tipo de dívida em outubro, contra 67,8% em setembro — queda de 2,3 pontos percentuais e melhor resultado desde a pandemia de Covid-19. No recorte de consumidores com dívidas em atraso, o índice caiu 1 ponto percentual no mesmo intervalo e chegou a 16,8%. O prazo médio de atraso nesse grupo é de 67 dias. Como razões para o não pagamento, os entrevistados citaram desequilíbrio financeiro (52,7%), adiar o pagamento para usar recursos em outras finalidades (41,1%) e perder o prazo por esquecimento (12,8%). A taxa de inadimplência potencial, que mede a proporção de consumidores que podem ter dificuldade para quitar dívidas, ficou em 7,4%, redução de 1,4 ponto percentual em relação a setembro. Os consumidores alocam, em média, 41,8% da renda familiar ao pagamento de dívidas, com endividamento médio de R$ 1.736 e prazo médio de oito meses para quitação total. O perfil de consumidores endividados é predominantemente feminino (66,9%), com idade entre 25 e 34 anos (78,7%) e renda familiar acima de sete salários mínimos (68,3%). Já entre quem tem contas em atraso, há preponderância masculina (17,8%), acima de 35 anos (17,5%) e com renda familiar de até três salários mínimos (18,3%). Cartões de crédito são o instrumento de crédito mais utilizado (80,4%), seguidos por financiamentos bancários (14,5%) e empréstimos pessoais (7,4%). Como fatores de endividamento, destacam-se a compra de alimentos a prazo (61,6%), aluguel residencial (28,2%) e tratamentos de saúde (27,4%). Em relação ao controle financeiro, 75% dos consumidores fazem orçamento mensal e acompanham gastos e rendimentos; 17,3% orçam rendimentos, mas não controlam eficazmente os gastos, e 7,7% não fazem orçamento ou controle. Entre os motivos citados para o desequilíbrio financeiro estão falta de orçamento e controle de investimentos (43,4%), aumento de gastos essenciais (25,3%) e gastos imprevistos (23,7%).
FONTE ORIGINAL:
https://mais.opovo.com.br/jornal/economia/2026/10/24/endividamento-em-fortaleza-cai-ao-menor-nivel-desde-a-pandemia-segundo-ipdc.html
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