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Bradesco reporta lucro de R$ 7,1 bi no 3º trimestre, mas inadimplência e cenário macro preocupam investidores
Publicado em: 25/10/2026 09:33
O Bradesco registrou lucro de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre, com crescimento anual de 14,6%, mas o avanço sequencial foi de apenas 0,8%. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, contra 4,3% no trimestre anterior e 4,1% em setembro de 2025, e o ROE recuou para 15,6%. A deterioração se concentrou em carteiras específicas: pessoas físicas chegaram a 5,8% (ante 5,5%) e pequenas e médias empresas avançaram de 4,4% para 4,9% no trimestre e de 3,7% em junho. Parte do aumento tem explicação técnica, relacionada à liberação de garantias pelos fundos FGI e FGO entre 120 e 180 dias após o crédito se tornar inadimplente, mas o banco também reconheceu deterioração real na carteira rural, com impacto sobre pessoas físicas. As provisões subiram 7% no trimestre e 24% na comparação anual. No crédito, a carteira cresceu 1,1% no trimestre e 11,1% em 12 meses, ritmo inferior aos trimestres anteriores, em uma estratégia deliberada de cautela. A concentração em linhas com garantias passou de 59,5% para 61,2% do total de empréstimos. Como essas linhas são menos rentáveis, a margem com clientes avançou apenas 1,5% no trimestre e a margem de crédito pós-provisão caiu para 4,2%. O CEO Marcelo Noronha afirmou que há uma pressão geral sobre a inadimplência e o custo de crédito no mercado brasileiro e que a carteira atual está mais protegida e controlada. Segundo ele, um cenário macroeconômico favorável permitiria crescimento de 20% da carteira no ano, com impacto de até R$ 500 milhões no lucro líquido. Os pontos positivos do trimestre vieram do controle de despesas, que recuaram 0,7% no período e 1% no ano, e das receitas de prestação de serviços, que cresceram 4,2% sequencialmente e 3,1% no ano. O índice de eficiência operacional melhorou para 45%. O aumento de capital de R$ 10 bilhões elevou o índice de capital principal de 11,3% para 12,1%, ampliando a folga regulatória para absorver choques. A Bradseg, braço de seguros do conglomerado, teve resultado de operações de seguros, previdência e capitalização de R$ 5,6 bilhões no trimestre, queda de 9% no sequencial e de 2% no ano. O lucro líquido foi de R$ 2,8 bilhões e o ROE recuou de 22,8% para 22%. Segundo o CEO da Bradseg, Ney Dias, a sinistralidade aumentou por fatores sazonais e o resultado financeiro foi pressionado por IPCA menor, dado que parte do passivo está investida em ativos atrelados à inflação. No acumulado de nove meses, o resultado cresceu 9% e o lucro avançou 18%, para R$ 8,6 bilhões.
FONTE ORIGINAL:
https://blocktrends.com.br/bradesco-perde-folego-3-trimestre-macro-pesando
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