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CNC: Intenção de Consumo das Famílias cai pelo terceiro mês consecutivo

Publicado em: 26/10/2026 10:30
CNC: Intenção de Consumo das Famílias cai pelo terceiro mês consecutivo
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), mensurada mensalmente pela CNC, caiu pelo terceiro mês consecutivo em outubro, com retração de 0,8% na comparação com setembro, já descontados os efeitos sazonais. O indicador alcançou 103,6 pontos, o menor nível desde janeiro deste ano. O resultado reflete cautela crescente dos consumidores diante das perspectivas para o mercado de trabalho e das condições atuais de consumo. Houve recuo mensal em todos os componentes do índice, com destaque para o Momento para Compra de Duráveis, que caiu 1,8%, na terceira retração consecutiva. A Renda Atual recuou 0,3% no mês, acumulando o quinto resultado mensal negativo consecutivo. Na comparação anual, o indicador geral avançou 2,2% em relação a outubro de 2025, com o Momento para Compra de Duráveis em alta de 14,0%, beneficiado pela menor pressão inflacionária sobre bens duráveis — inflação acumulada de 1,12% em 12 meses para o grupo, abaixo do IPCA de 4,58% registrado em setembro. A redução mensal, entretanto, sinaliza que as condições atuais das famílias começam a pesar mais nas decisões de compra. No mercado de trabalho, o componente Emprego Atual recuou 0,7% em outubro, primeira queda mensal desde abril, e a Perspectiva Profissional caiu 0,6%, acumulando a sexta retração mensal consecutiva e recuo de 7,7% na comparação anual — a maior queda entre os componentes da ICF. O percentual de consumidores com percepção positiva na Perspectiva Profissional alcançou 48,0%, o menor desde setembro de 2022. O Nível de Consumo Atual atingiu 90,1 pontos, o menor resultado desde dezembro de 2025, com queda de 1,3% no mês, em movimento de diminuição gradual há quatro meses. A retração da intenção de consumo foi semelhante entre faixas de renda: 0,8% entre famílias com rendimento de até dez salários mínimos (101,4 pontos) e 0,8% entre as de renda superior a dez salários mínimos (115,4 pontos), com o Momento para Compra de Duráveis como principal destaque negativo em ambas. Na avaliação de José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, parcelas de dívidas e contas em atraso são o outro lado da equação que ainda se inclina para a redução no poder de compra do brasileiro. Os resultados de outubro reforçam a continuação do movimento de cautela das famílias em relação ao consumo, com perspectivas para o mercado de trabalho e condições de aquisição de bens duráveis influenciando as decisões dos consumidores.
FONTE ORIGINAL:
https://portaldocomercio.org.br/acoes-institucionais/cnc-intencao-de-consumo-das-familias-cai-pelo-terceiro-mes-consecutivo
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