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PIB cresceu, desemprego caiu, mas juros e dívidas pesaram: veja o balanço da economia de Lula 3

Publicado em: 26/10/2026 00:00
PIB cresceu, desemprego caiu, mas juros e dívidas pesaram: veja o balanço da economia de Lula 3
A economia brasileira cresceu de forma consecutiva durante o terceiro mandato, com o desemprego no menor nível da série histórica e avanços na renda média do trabalho e no emprego formal. Ainda assim, a reeleição se deu por margem estreita, um resultado que evidencia, segundo o texto, o alcance limitado dos indicadores positivos na conquista do eleitorado: os ganhos agregados não se traduziram em uma sensação generalizada de bem-estar financeiro. Economistas ouvidos apontam que o crescimento não beneficiou setores e trabalhadores da mesma forma. Os indicadores agregados escondem divergências entre atividades ligadas a preços internacionais de commodities e aquelas dependentes do consumo interno, assim como entre segmentos do mercado de trabalho: boa parte das novas vagas se concentrou em serviços de menor qualificação, sem avanço equivalente nas atividades que exigem formação superior e pagam salários mais altos. Para famílias de menor renda, a alta dos alimentos permanece como pressão adicional sobre o poder de compra, mesmo quando a inflação desacelera. O endividamento aparece como outro fator que consome a renda disponível. O comprometimento da renda mensal das famílias com o pagamento de dívidas permaneceu próximo do recorde registrado no período, com parcela relevante destinada a juros, e a proporção de famílias endividadas aumentou, com o cartão de crédito como principal modalidade. Programas de renegociação intermediados pelo governo podem aliviar as contas no curto prazo, mas, na avaliação de especialistas citados, não eliminam condições que favorecem o endividamento, como juros elevados, escassez de crédito de longo prazo e dificuldades de planejamento do orçamento familiar — cenário que pode levar a família a usar o dinheiro liberado em outras pendências e voltar a se endividar. No plano fiscal, sucessivos déficits primários e a elevação da dívida pública aparecem entre os pontos pressionados no período. Economistas apontam a dificuldade de controlar despesas obrigatórias e avaliam que a percepção dos investidores sobre a capacidade de administrar a dívida influencia a remuneração exigida e o custo do crédito. Com a taxa básica elevada, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, o que tende a adiar compras de bens de maior valor pelas famílias e a postergar investimentos das empresas, limitando o ritmo da atividade econômica. O balanço também registra medidas apontadas como positivas a longo prazo, entre elas a reforma tributária sobre o consumo, a manutenção da autonomia da autoridade monetária e a revisão de benefícios fiscais, ao lado de críticas à política industrial diante do custo de capital e da valorização cambial. A avaliação do governo, contudo, não depende apenas dos indicadores: a polarização e a frustração de expectativas em relação à prosperidade dos primeiros mandatos são citadas como elementos que pesam na percepção dos resultados econômicos.
FONTE ORIGINAL:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/26/pib-cresceu-desemprego-caiu-mas-juros-e-dividas-pesaram-veja-o-balanco-da-economia-de-lula-3.ghtml
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