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Endividamento das Famílias Atinge Maior Nível Desde 2012, Ameaçando Estabilidade Financeira e Pressionando Crédito no Brasil

Publicado em: 27/10/2026 13:35
Endividamento das Famílias Atinge Maior Nível Desde 2012, Ameaçando Estabilidade Financeira e Pressionando Crédito no Brasil
Os índices de inadimplência subiram em várias modalidades de crédito no Brasil. O cartão de crédito atingiu 13,2%, contra 12,7% no encerramento de junho; o crédito pessoal não consignado registrou 14,9%, a taxa mais elevada entre as modalidades, embora ainda inferior ao máximo de 16,5% de 2016. Também avançaram o crédito rural, em 10,3%, o crédito para veículos, em 8,5%, e o crédito consignado, em 5,0%. O agravamento é associado a mudanças na regulação financeira que passaram a permitir que os bancos decidam, de forma autônoma, o momento em que uma dívida é considerada perdida. Desde janeiro de 2025, essas diretrizes elevaram temporariamente as operações em atraso, impactando diretamente os índices. O Banco Central estima que, sem essa alteração, a inadimplência estaria cerca de 0,78 ponto percentual abaixo, o que correspondaria a aproximadamente 45% do aumento observado desde dezembro de 2024. O cenário ocorre em um contexto de maior comprometimento da renda das famílias com dívidas em 21 anos, mesmo com queda nas taxas de desemprego e aumento dos salários. O impacto é apontado como desproporcional sobre tomadores de menor renda, especialmente em operações de juros elevados, como cartão de crédito e crédito pessoal. O relatório do Banco Central classifica 20,3 milhões de brasileiros — equivalente a 17% dos devedores no sistema financeiro — como "endividados de risco", um salto de 75% em relação a junho de 2021. A instituição sinaliza que as probabilidades de inadimplência permanecerão altas ao longo de 2026. Em resposta, o Banco Central avalia medidas macroprudenciais para o manejo do superendividamento, incluindo requisitos mais rigorosos para certas modalidades de crédito e acompanhamento mais próximo da capacidade de pagamento dos tomadores. A instituição afirma, contudo, que não identifica riscos relevantes para a estabilidade financeira, apoiando-se no aumento das provisões para perdas pelos bancos e na manutenção de níveis adequados de capital e liquidez.
FONTE ORIGINAL:
https://reportermaceio.com.br/endividamento-das-familias-atinge-maior-nivel-desde-2012-ameacando-estabilidade-financeira-e-pressionando-credito-no-brasil
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