IBeGI
Tema
Tamanho da Fonte
Estilo da Fonte

BC não vê risco à estabilidade, mas ativos problemáticos das famílias chegam a 9,2%

Publicado em: 27/10/2026 13:20
BC não vê risco à estabilidade, mas ativos problemáticos das famílias chegam a 9,2%
O Banco Central informou que não identifica risco relevante para a estabilidade financeira do país, apesar da piora dos indicadores de crédito das famílias, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), com dados até junho de 2026. Os ativos problemáticos, que reúnem operações em atraso ou com sinais de dificuldade de pagamento, chegaram a 9,2% da carteira de pessoas físicas em junho, contra pico de 9,3% pouco antes e mínimo de 6,3% em 2021. A inadimplência foi apontada pelo BC como principal fator da alta. O relatório descreve um sistema bancário capitalizado e com liquidez confortável, ao lado de famílias com menos folga para honrar dívidas. O comprometimento de renda é o mais alto em 21 anos, e os ativos problemáticos das famílias estão no maior nível desde 2012 na maioria das modalidades. Em junho, cartão de crédito registrou 12,7%, crédito rural 10,3%, veículos 8,5% e consignado 5,0%, todos recorde da série; o crédito pessoal não consignado liderou entre as linhas, com 14,9%, abaixo do pico de 16,5% de 2016. O texto cita 20,3 milhões de pessoas enquadradas como endividadas de risco em junho, equivalentes a 17% dos devedores do sistema financeiro e 75% acima de junho de 2021. A inadimplência subiu 1,76 ponto percentual desde dezembro de 2024, das quais o BC estima que 0,78 ponto percentual (cerca de 45%) decorra da Resolução 4.966 do CMN, em vigor desde janeiro de 2025, que deixou a critério dos bancos a baixa de dívidas como perdidas. O relatório afirma que a inadimplência subiria mesmo com as regras anteriores. O BC projeta ativos problemáticos elevados na maioria das modalidades ao longo de 2026, e os bancos sinalizam crédito mais restrito às famílias no segundo semestre. O relatório afirma que "a materialização de risco aumentou e deve continuar pressionada no curto prazo". Em pesquisa do BC, 73% das instituições se dizem muito ou totalmente confiantes na resiliência do sistema, apontando como principais riscos o fiscal e o aumento da inadimplência em cenário de juros altos por período prolongado. O BC avalia medidas macroprudenciais para as linhas de maior risco, com opções que incluem exigências prudenciais mais rígidas e acompanhamento da capacidade de pagamento dos tomadores, sem calendário definido. No recorte regional, levantamento com base nos dados de empréstimos e financiamentos existentes (SCR.data) do BC mostra, em julho de 2026, R$ 63,15 bilhões em crédito ativo de pessoas físicas na Paraíba, alta de 11,7% em um ano, enquanto o valor inadimplente subiu 18,1%, de R$ 2,61 bilhões para R$ 3,09 bilhões, levando a parcela inadimplente de 4,62% para 4,89% do total. O recorte estadual usa inadimplência, e não os ativos problemáticos do REF, o que torna os percentuais não comparáveis. O texto observa que falta o corte do REF por região para avaliação regional e que o sinal é de maior seletividade dos bancos, com impacto sobre varejo e financiamento de veículos.
FONTE ORIGINAL:
https://paraibabusiness.com.br/bc-nao-ve-risco-a-estabilidade-mas-ativos-problematicos-das-familias-chegam-a-92
⚠️ Aviso Importante

Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%