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Dívidas Já Comprometem 50,1% da Renda das Famílias Brasileiras

Publicado em: 29/10/2026 13:04
Dívidas Já Comprometem 50,1% da Renda das Famílias Brasileiras
As dívidas das famílias brasileiras equivalem a 50,1% da renda acumulada em 12 meses, segundo dados do Banco Central. Em agosto, o indicador superou os 48,9% registrados no mesmo período do ano anterior. Em paralelo, o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas e juros chegou a 29%, reduzindo a parcela disponível para despesas cotidianas e imprevistos. O cenário combina endividamento elevado, custo de crédito alto e dificuldade de pagamento. Em setembro, a inadimplência das pessoas físicas atingiu 6% do saldo total de empréstimos e financiamentos, com taxa média de juros das novas operações de crédito em 32,4% ao ano. Nas linhas de crédito livre destinadas às famílias, em que as instituições financeiras têm autonomia para definir as condições, a inadimplência alcançou 8,1%, ante 6,9% um ano antes. O texto distingue os dois indicadores: o endividamento compara o saldo total de dívidas com a renda acumulada em 12 meses, enquanto o comprometimento de renda mede a parcela dessa renda destinada a obrigações financeiras, incluindo juros. Uma família pode, portanto, ter dívidas elevadas sem estar inadimplente, desde que mantenha os pagamentos em dia. A pressão se torna mais crítica quando as prestações ocupam maior fatia do orçamento e imprevistos ou perda de renda dificultam o pagamento, podendo levar o consumidor a recorrer a novos empréstimos. O custo do crédito é apontado como um dos fatores que explicam a pressão sobre as finanças das famílias. Para pessoas físicas, a média de juros nas modalidades de crédito livre foi de 62,4% ao ano. O cartão de crédito rotativo, acionado quando o consumidor financia o saldo restante da fatura, teve taxa média com alta de 6,8 pontos percentuais em relação a agosto. Como os juros incidem sobre o saldo financiado, o valor devido cresce enquanto a dívida não é quitada. No conjunto do sistema financeiro, a inadimplência ficou em 5% em setembro, estável frente a agosto, mas 0,9 ponto percentual acima do registrado um ano antes. O estoque total de empréstimos e financiamentos do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,4 trilhões no mês, alta de 0,4% sobre agosto e de 8,6% em 12 meses, com ritmo anual desacelerado em comparação aos 9,4% registrados até agosto.
FONTE ORIGINAL:
https://forbes.com.br/forbes-money/2026/10/dividas-familias-comprometem-renda-endividamento-banco-central
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