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Capital tem intenção de consumo acima da média nacional
Publicado em: 30/10/2026 08:00
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande alcançou 108,7 pontos em outubro, mantendo-se em patamar de satisfação e acima da média nacional, que ficou em 103,4 pontos. O indicador registrou leve retração de 0,7% em relação a setembro, mas segue 3,3% superior ao mesmo período do ano anterior, quando marcou 105,2 pontos. Os dados são da pesquisa realizada pela Fecomércio MS e pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS). O resultado aponta crescente divergência entre faixas de renda. Entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice atingiu 130,8 pontos, com alta de 0,6% no mês e 13,1% na comparação anual. No mesmo período, o índice para famílias com renda de até 10 salários mínimos recuou 1%, chegando a 104,4 pontos, com avanço anual de apenas 1,2%. A distância entre os dois grupos passou de 12,4 pontos para 26,4 pontos em um ano. O mercado de trabalho permanece como principal fator de sustentação da confiança: o componente Emprego Atual registrou 141,7 pontos, o maior entre os indicadores avaliados, e 54,6% dos entrevistados afirmaram sentir-se mais seguros quanto ao emprego em relação a um ano atrás. Em contrapartida, a Perspectiva Profissional caiu 1,7% no mês e a Renda Atual recuou 0,6%, com 47,3% dos consumidores considerando que a renda permanece igual à do ano anterior. O acesso ao crédito segue abaixo da linha de satisfação. O indicador fechou outubro em 95,4 pontos, ainda com alta mensal de 1,5%, e caiu a 91,7 pontos entre famílias com renda de até 10 salários mínimos. Mais pessoas avaliaram que conseguir crédito ficou mais difícil (23,7%) do que mais fácil (19,1%). No consumo, o Nível de Consumo Atual avançou 1,8%, chegando a 89,4 pontos, mas permanece abaixo dos 100 pontos: 35,5% das famílias relatam comprar menos do que há um ano, percentual que sobe para 39% entre as de menor renda. O indicador Momento para Compra de Duráveis caiu 5,6%, fechando em 91,9 pontos, com 47,8% das famílias avaliando que não é momento adequado para aquisição de bens de maior valor. A Perspectiva de Consumo permaneceu estável, em 100,4 pontos, mantendo divergência entre os grupos de renda. Segundo a economista do IPF-MS, Regiane Dedé, a percepção positiva quanto ao emprego não se traduz na mesma intensidade em renda e consumo. Para o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, a recuperação não ocorre de forma igualitária, exigindo atenção ao comportamento das diferentes faixas, especialmente entre consumidores com maior sensibilidade ao crédito e aos custos de financiamento.
FONTE ORIGINAL:
https://www.diariodigital.com.br/economia/capital-tem-intencao-de-consumo-acima-da-media-nacional
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