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Bradesco, Itaú e Santander encarecem crédito imobiliário
Publicado em: 30/10/2026 05:39
O Bradesco, o Itaú Unibanco e o Santander promoveram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário nos últimos dias, conforme noticiado pelo g1. As três instituições justificaram a medida pela escalada dos juros futuros, que se elevaram com força no período pós-eleitoral. Somadas, as carteiras dos três bancos responderam por 55% do volume destinado à aquisição de imóveis no acumulado de janeiro a setembro, segundo dados da Abecip. A Caixa Econômica Federal, líder do segmento, não informou se também alterará as condições, sinalizando que está sob restrição de comunicação antes da divulgação de seu balanço. No Bradesco, a linha principal saiu de 11,99% ao ano mais TR para 15% mais TR, e a linha private passou de 11,70% para 13,60%, ambas com TR, com nova tabela vigente desde 26 de outubro. O banco afirmou revisar os tetos das linhas em razão da alta dos juros de mercado e que cada proposta é analisada de forma individualizada conforme o perfil do cliente. No Itaú, a taxa mínima passou a 12,95% ao ano desde 29 de outubro, com variação entre clientes private, que partem de 12,89% mais TR, e não correntistas, que chegam a 14,85% mais TR, ajuste atribuído às oscilações dos juros futuros e ao custo de captação. No Santander, o piso saiu de 11,69% para 12,49% mais TR a partir de 30 de outubro. A advogada Daniele Akamine, que atua no mercado imobiliário, avalia que os reajustes surpreendem diante da queda da Selic, mas pondera que a proteção contra os juros futuros explica o movimento em um crédito de longo prazo. Segundo ela, para a maior parte da clientela o aumento passou de 3 pontos percentuais, o que eleva prestações, encurta o teto de crédito das famílias e reduz o poder de compra. Antes de fechar contrato, ela recomenda comparar simulações entre bancos e observar o Custo Efetivo Total (CET), que soma juros, correção pela TR, seguros obrigatórios, tarifas e outros encargos, já que propostas com taxas parecidas podem terminar com custos finais bem distintos. Também orienta checar o indexador do contrato (TR ou IPCA) e o sistema de amortização: no SAC a primeira parcela é maior e decresce ao longo do tempo; no Price ela é fixa, mas o total pago tende a ser maior no mesmo prazo.
FONTE ORIGINAL:
https://www.spacemoney.com.br/credito/bancos-taxas-financiamento-imobiliario
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