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Inadimplência de aluguel sobe no DF, mas continua abaixo da média nacional
Publicado em: 02/11/2026 15:41
A inadimplência de aluguel no Distrito Federal registrou leve alta em setembro, fechando o mês com 2,10%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlogic. O índice avançou frente aos 2,04% de agosto e o DF manteve a menor taxa entre as unidades federativas analisadas, abaixo da média nacional de 2,93% no mesmo período. Na região Centro-Oeste, a taxa passou de 2,60% em agosto para 2,62% em setembro, mantendo a menor inadimplência do país pelo segundo mês consecutivo, seguida pelo Sul (2,70%) e pelo Sudeste (2,76%). As maiores taxas regionais ficaram no Nordeste, com 5,08% ante 5,07% em agosto, e no Norte, que subiu de 4,35% para 4,45%. Em nível nacional, imóveis comerciais de até R$1 mil lideraram as maiores taxas, fechando setembro em 7,41%, com recuo no atraso. Na mesma faixa de preço, os residenciais registraram 5,99% em setembro, ante 6,13% no mês anterior. Os aluguéis residenciais acima de R$13 mil saíram de 5,96% para 5,75%, e os comerciais na mesma faixa chegaram a 4,32%. As menores taxas apareceram nos residenciais de R$2 mil a R$3 mil, com 1,72%, e nos comerciais da mesma faixa, com 3,28%. Por tipo de imóvel, os comerciais mantêm a maior taxa do mercado, recuando de 4,22% para 4,11% em setembro. Apartamentos caíram de 2,13% para 2,12% e casas de 3,30% para 3,23%. No Centro-Oeste, os comerciais lideram o ranking com 3,96% em setembro, alta de 0,25 ponto percentual frente aos 3,71% de agosto; as casas recuaram de 3,59% para 3,29% e os apartamentos subiram de 1,71% para 1,73%. O especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino atribui a posição do DF à estabilidade de trabalho e renda ancorada no funcionalismo público, que sustenta o servidor, o comércio e os serviços. Para ele, a taxa de juros endivida as famílias e compete com o aluguel no orçamento, empurrando o índice para cima ainda que pouco. Claudino avalia que aluguéis menores pesam mais na base do índice por maior dependência da renda corrente: qualquer perda de trabalho ou queda de ganho vira atraso quase imediato, enquanto pagadores de valores mais altos tendem a dispor de outros recursos e menor dependência de parcelamento no cartão e crédito rotativo.
FONTE ORIGINAL:
https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/inadimplencia-de-aluguel-sobe-no-df-mas-continua-abaixo-da-media-nacional
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