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Dívida Pública Federal segue acima de R$ 9 trilhões
Publicado em: 04/11/2026 13:40
A Dívida Pública Federal (DPF) totalizou R$ 9,29 trilhões em agosto, ante R$ 9,28 trilhões em julho, variação nominal de 0,04%. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado pelo Tesouro Nacional em 28 de setembro. O estoque exato foi de R$ 9.292,73 bilhões, contra R$ 9.288,78 bilhões no mês anterior, e R$ 8.635,09 bilhões em dezembro de 2025. Na comparação com agosto de 2025, quando o estoque era de R$ 8.144,99 bilhões, o valor atual é cerca de R$ 1,15 trilhão maior, aumento de aproximadamente 14,1% segundo cálculo a partir dos dois relatórios. O texto observa diferença de unidade entre as divulgações gerais à imprensa, que usam trilhões, e os relatórios da DPF, que utilizam bilhões. Em agosto, as emissões somaram R$ 211,62 bilhões e os resgates R$ 296,05 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 84,43 bilhões. Entre os títulos emitidos na dívida mobiliária interna, R$ 105,51 bilhões foram de taxa flutuante, R$ 84,05 bilhões prefixados e R$ 21,85 bilhões vinculados a índices de preços. A variação do estoque refletiu a apropriação de R$ 88,39 bilhões em juros, parcialmente compensada pelo resgate líquido. A dívida interna somou R$ 8.944,48 bilhões (96,25% do total) e a externa R$ 348,26 bilhões (3,75%). Na composição, os títulos de taxa flutuante passaram de 51,11% do estoque em julho para 52,74% em agosto, o maior percentual da série histórica iniciada em dezembro de 2000. Os vinculados a índices de preços representaram 23,22% e os prefixados 20,31%. Entre os detentores da dívida interna, instituições financeiras concentravam 31,22%, o grupo Previdência 22,63% e não residentes 9,91%. O prazo médio passou de 4,05 para 4,10 anos e o custo médio acumulado em 12 meses subiu de 12,45% para 12,59% ao ano. A parcela com vencimento nos próximos 12 meses caiu de 18,91% para 16,39%, e a reserva de liquidez encerrou agosto em R$ 1,208 trilhão, ante R$ 1,371 trilhão em julho, equivalente a 7,18 meses de vencimentos. Segundo avaliação da PrecPago, referência em cessão de crédito no Brasil, o aumento contínuo da DPF se reflete na economia real e na perspectiva de cidadãos que aguardam pagamentos judiciais, sinalizando pressão sobre a saúde fiscal do Estado e afetando a previsibilidade de quem depende do cumprimento dessas obrigações pelo ente público.
FONTE ORIGINAL:
https://osulmatogrossense.com.br/noticia/39391/divida-publica-federal-segue-acima-de-r-9-trilhoes
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