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Itaú e Bradesco avaliam permitir que clientes usem Bitcoin para conseguir empréstimos
Publicado em: 05/11/2026 16:31
Itaú e Bradesco estão avaliando a oferta de novos produtos com criptomoedas, incluindo empréstimos com Bitcoin (BTC) como garantia no Brasil. A iniciativa foi discutida no OranjeBTC Summit 2026, em São Paulo, durante painel que reuniu Guto Antunes, responsável por ativos digitais do Itaú, e Douglas Corazza, da área de produtos digitais da Bradesco Custódia e Serviços Financeiros. Os executivos reconheceram o potencial do uso do Bitcoin como garantia de crédito, mas ressaltaram que a implementação depende do desenvolvimento de mecanismos de segurança, controle de riscos e infraestrutura operacional. Nenhum dos bancos anunciou data de lançamento ou condições comerciais para o produto. Nesse modelo, o tomador poderia obter recursos em reais sem vender seus BTC, mantendo exposição à eventual valorização do ativo, mas passaria a carregar obrigação financeira e risco de liquidação das garantias em caso de queda acentuada da criptomoeda. O Itaú já realizou testes com ativos digitais como garantia: durante o projeto-piloto do Drex, o banco operou financiamento para pessoa física usando um CDB tokenizado como garantia, com contratos inteligentes vinculando o ativo à operação e automatizando bloqueio e liberação. O banco informou crescimento de 252% na base de clientes de serviços de criptomoedas desde dezembro de 2024, com alta de 369% em transações e 340% em volume financeiro. O Bradesco, por sua vez, está desenvolvendo infraestrutura para ampliar atuação no setor, com desafios em custódia, governança e monitoramento contínuo do valor das garantias. O texto descreve referências de mercado: nos Estados Unidos, a Coinbase lançou em janeiro de 2025 serviço de empréstimos em USDC com BTC como garantia via protocolo Morpho, com LTV como proporção entre valor emprestado e garantia e liquidação automática prevista em determinadas condições. No Brasil, a OranjeBTC registrou em demonstrações financeiras empréstimo de US$ 10 milhões em USDC contratado em março de 2026, com cerca de 250 bitcoins em garantia, LTV inicial de 60%, exigência de garantias adicionais a 70% e liquidação a 80%. Quanto à regulação, o Banco Central estabeleceu regras para prestação de serviços de ativos virtuais no Brasil, com exigências de governança, segurança, controles internos e proteção dos clientes. Em setembro, Nagel Paulino, chefe de divisão do Banco Central, afirmou que o setor de criptomoedas poderá evoluir para serviços de crédito, desde que respeite as exigências aplicáveis ao mercado financeiro. Para Itaú e Bradesco, as discussões permanecem em fase de avaliação, sem divulgação de taxas de juros, limites de financiamento, regras de custódia ou previsão de lançamento.
FONTE ORIGINAL:
https://portaldobitcoin.uol.com.br/itau-e-bradesco-avaliam-permitir-que-clientes-usem-bitcoin-para-conseguir-emprestimos
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