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Intenção de consumo das famílias avança em outubro, mas evitam compras de maior valor

Publicado em: 05/11/2026 12:53
Intenção de consumo das famílias avança em outubro, mas evitam compras de maior valor
A intenção de consumo das famílias de Belo Horizonte apresentou melhora discreta em outubro de 2026, segundo o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG. O indicador alcançou 86,7 pontos, avanço de 0,3 ponto em relação a setembro, e permanece abaixo de 100 pontos, patamar associado à insatisfação com as condições de emprego, renda e capacidade de consumo. O avanço do índice geral não se traduz automaticamente em maior disposição para comprar. Segundo a análise, o consumidor reconhece sinais favoráveis em sua situação econômica, mas mantém cautela diante das decisões de compra. A economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, avalia que a confiança segue condicionada à percepção de renda, às perspectivas profissionais e às condições de acesso ao crédito. Entre os componentes do ICF, o emprego atual permanece acima da linha de satisfação, com 103,6 pontos, embora tenha recuado 1,7 ponto em relação ao mês anterior e permaneça 8,6 pontos acima de outubro de 2025. Da mesma forma, a renda atual manteve-se acima dos 100 pontos, em 103,5, com ligeira redução frente a setembro e avanço de 9,1 pontos na comparação anual. As expectativas profissionais, porém, continuam desfavoráveis: o subíndice de perspectiva profissional alcançou 84,5 pontos, alta de 2,9 pontos na comparação mensal, mas ainda abaixo do nível de satisfação. A diferença entre faixas de renda aparece no resultado: entre famílias com rendimento superior a dez salários mínimos, 47% esperam melhora profissional; na faixa de até dez salários mínimos, 56,6% não acreditam em evolução positiva no período. O acesso ao crédito apresentou recuperação, com alta de 2,2 pontos em relação a setembro e de 7,1 pontos na comparação com outubro de 2025, chegando a 94,9 pontos — abaixo da zona de satisfação. Mesmo com a melhora, 35,6% dos consumidores afirmam que está mais difícil conseguir empréstimos ou crédito para compras a prazo do que no ano passado; 30,5% percebem maior facilidade e 33,3% consideram que as condições não mudaram. Para a economista, a combinação entre renda, crédito e expectativas ajuda a explicar por que a melhora da confiança ainda não se converte em expansão mais consistente das compras: o consumidor pode perceber avanços em renda ou segurança do emprego e, ao mesmo tempo, manter postura defensiva, com a disponibilidade de crédito, o custo das compras e a necessidade de preservar o orçamento familiar influenciando diretamente a decisão de consumir.
FONTE ORIGINAL:
https://fecomerciomg.org.br/noticias/intencao-de-consumo-das-familias-avanca-em-outubro-mas-evitam-compras-de-maior-valor
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