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Endividamento recua pelo 2º mês seguido, mas ainda atinge 81,6% das famílias
Publicado em: 05/11/2026 10:30
A parcela de famílias brasileiras com algum tipo de dívida a vencer — como cartão de crédito, financiamento ou empréstimo — ficou em 81,6% em outubro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela CNC. O índice recuou 0,1 ponto percentual na comparação com setembro, mas permanece acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025. A inadimplência avançou na melhora pelo segundo mês consecutivo: a proporção de famílias com dívidas em atraso passou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, o menor patamar de 2026 e 1,2 ponto percentual abaixo de outubro de 2025 (30,5%). A parcela de consumidores que afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas caiu de 12,5% para 12,2% no mês, ante 13,2% no ano anterior. O tempo médio de atraso recuou para 65,1 dias, embora 48,8% das dívidas em atraso estivessem vencidas há mais de 90 dias. Também recuou a proporção de famílias que se consideram muito endividadas, de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, menor nível desde abril. Aos poucos endividadas subiu de 34,9% para 35,8%, e a de consumidores sem dívidas foi de 18,1% para 18,2%. No comprometimento de renda, 19,3% das famílias destinavam mais da metade dos rendimentos ao pagamento de dívidas. A evolução variou conforme a faixa de renda. Entre famílias com até três salários mínimos, a inadimplência subiu de 38,5% para 38,6%, única faixa em que o indicador avançou; de três a cinco salários, caiu de 27,8% para 27,1%; de cinco a dez salários, recuou de 20,2% para 19,7%; acima de dez salários, permaneceu estável em 15%. Quanto ao endividamento, 84,5% das famílias até três salários mínimos tinham dívidas em outubro, 83,3% na faixa de três a cinco salários, 79,3% entre cinco a dez salários (ante 77,9%) e 71,5% acima de dez salários (ante 71,9%). Sobre o cenário de juros, o Copom decidiu manter a taxa básica em 13,75% ao ano, patamar o mais alto desde julho de 2006. Segundo a CNC, a projeção é de redução do endividamento nos últimos meses do ano com o pagamento da segunda parcela do 13º salário, enquanto a trajetória dos juros será determinante para 2027. A entidade aponta o rotativo do cartão de crédito entre os principais fatores do endividamento, com juros médios de 440% ao ano frente à Selic de 13,75%.
FONTE ORIGINAL:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/endividamento-familias-cnc.ghtml
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