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Banco Central mantém Selic em 13,75% após reeleição de Lula; Brasil lidera ranking mundial de juros reais e renda fixa segue atrativa

Publicado em: 05/11/2026 03:30
Banco Central mantém Selic em 13,75% após reeleição de Lula; Brasil lidera ranking mundial de juros reais e renda fixa segue atrativa
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, em 04/11/2026, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco reduções consecutivas iniciada em março de 2026. A decisão ocorreu em contexto de volatilidade nos mercados financeiros, desvalorização do real, aumento das expectativas de inflação, incertezas de política fiscal e desaceleração da atividade econômica. O comunicado reconhece o aumento das incertezas econômicas e indica a necessidade de preservar condições monetárias restritivas, sem estabelecer prazo para retomar a flexibilização. No cenário de referência do Copom, a projeção de inflação para 2026 subiu de 5,2% para 5,6% e a de 2027, de 3,9% para 4,7%, ambos acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta (4,5%). O IPCA acumulado em 12 meses até setembro de 2026 alcançou 4,58%. O Boletim Focus, divulgado em 03/11/2026, registrou medianas de 5,22% para 2026, 4,76% para 2027 e 4% para 2028, além de revisão das projeções de juros para os próximos anos — expectativas de mercado, e não decisões futuras anunciadas pelo colegiado. Em levantamento internacional de 40 economias, o Brasil permanece na primeira posição de juros reais, com taxa de 9,49% ao ano em novembro, ante 8,45% em setembro; a média da amostra é de 1,28%. No ranking de juros nominais, o país ocupa a quarta posição com a Selic de 13,75%. O indicador é ex ante, calculado com juros de mercado e inflação projetada de 4,99% para os 12 meses seguintes, e não corresponde à diferença entre a Selic vigente e a inflação observada. A manutenção dos juros em dois dígitos prolonga a restrição monetária sobre o financiamento de empresas, o crédito ao consumidor e as decisões de investimento. Dados de julho de 2026 apresentados pela CNI indicavam taxa média de 47,7% ao ano nas operações de crédito com recursos livres, com 60% para pessoas físicas e 25,4% para o crédito empresarial. Os juros efetivamente cobrados permanecem significativamente superiores à Selic por fatores como risco de inadimplência, custos operacionais, tributação e margens bancárias. No plano fiscal, a Dívida Pública Federal aproximava-se de R$ 9,4 trilhões e a Dívida Bruta do Governo Geral chegava a R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB, em setembro de 2026. Títulos vinculados à Selic correspondiam a 51,6% do estoque da dívida mobiliária federal interna, o que torna parte relevante das despesas financeiras sensível à taxa básica. Em outubro de 2026, o fluxo cambial contratado registrou entrada líquida de US$ 18,151 bilhões, o maior saldo mensal positivo do ano, com o dólar fechando a R$ 5,45 e o Ibovespa em alta de 1,20% em 04/11/2026. A próxima reunião ordinária do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro de 2026.
FONTE ORIGINAL:
https://jornalgrandebahia.com.br/2026/11/banco-central-mantem-selic-em-1375-apos-reeleicao-de-lula-brasil-lidera-ranking-mundial-de-juros-reais-e-renda-fixa-segue-atrativa
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