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Pix: do pagamento ao crédito

Publicado em: 06/11/2026 15:00
Pix: do pagamento ao crédito
O Pix consolidou-se como padrão de transferência bancária no Brasil e, em um único mês, chega a movimentar o equivalente a mais de três vezes o Produto Interno Bruto, segundo dados do Banco Central. Esse volume despertou a atenção do mercado para um uso adicional da infraestrutura: o Pix como canal de concessão de crédito preciso, direcionado e integrado aos varejistas, alcançando públicos sem acesso a outras linhas. O produto mais visível desse movimento é o Pix parcelado, oferecido por bancos e fintechs. Na avaliação do material, a modalidade ainda reproduz o modelo do crédito pessoal tradicional, com juros e mecanismos convencionais de avaliação de risco, podendo comprometer parte do limite do cartão de crédito. O Banco Central sinalizou que regulamentaria a modalidade, desistiu no ano passado e proibiu o uso do nome "Pix Parcelado"; o produto em si segue liberado. A Pagaleve, fintech que permite parcelar compras via Pix sem cartão de crédito, atua como botão de pagamento em mais de 10 mil lojas online, com parcelas geralmente quinzenais. A companhia movimenta entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões por ano e reúne mais de 7 milhões de clientes, com as classes C e D respondendo por 53% do volume de transações. A empresa não informa índices de inadimplência e afirma manter controle dos indicadores de qualidade de crédito com apoio de tecnologia: avalia mais de 100 variáveis em três segundos, em média, com dados de birôs e de sua própria base, e registra taxa média de aprovação de cerca de 65%. Para operadores sem base de dados ampla, a análise de risco pode ser um obstáculo, espaço que vem sendo ocupado por ferramentas de Open Finance. A Klavi obtém, com consentimento do consumidor, dados financeiros de diferentes instituições e os transforma em insumos para análise e concessão de crédito. Segundo o material, o conjunto de dados é mais amplo que o dos birôs tradicionais, concentrados em registros de inadimplência, passando a avaliar renda, despesas reais e capacidade efetiva de pagamento, com transações categorizadas e comercializadas com bancos e fintechs. O analista sênior da Moody's, Alexandre Albuquerque, reconhece o potencial do Pix para ampliar a distribuição de empréstimos e alerta para implicações na gestão de risco, sustentando que as instituições devem manter disciplina na avaliação dos clientes para evitar aumento da inadimplência e do endividamento. Segundo ele, pela praticidade e funcionalidade, o Pix tem capacidade de alavancagem bastante elevada.
FONTE ORIGINAL:
https://www.broadcast.com.br/pix-do-pagamento-ao-credito
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