Voltar ao Observatório
Ouvir artigo
Compartilhar artigo
Abrir preferências de leitura
Tema
Claro
Sépia
Escuro
Tamanho da Fonte
A-
A+
Estilo da Fonte
Inter (Moderno)
Roboto (Clean)
Merriweather (Serifada)
Lora (Elegante)
Courier (Máquina)
Bancos cortam projeções para o PIB e elevam estimativas de inflação em 2027
Publicado em: 06/11/2026 08:48
Bradesco, Itaú e C6 Bank revisaram suas projeções para 2027 e passaram a prever uma combinação de crescimento mais fraco e inflação mais alta no Brasil. As equipes econômicas apontam que juros elevados e condições mais restritivas de crédito devem limitar a atividade, enquanto a alta do dólar pressiona os preços. Nesse cenário, Itaú e C6 esperam que a Selic permaneça em 13,75% ao longo de todo o ano que vem, enquanto o Bradesco ainda vê espaço para cortes no segundo semestre. O Bradesco reduziu a estimativa de crescimento do PIB de 1% para 0,4% e elevou a previsão de inflação de 4,1% para 5,3% em 2027, atribuindo as revisões a uma combinação de condições financeiras mais restritivas, menor confiança e desaceleração do crédito. O economista-chefe Fernando Honorato afirmou que os indicadores do terceiro trimestre apontam para contração de 0,2% do PIB no período, quando as medidas de estímulo se concentravam, e citou restrição monetária, desalavancagem das famílias e perda de confiança dos empresários entre as forças que reforçam o enfraquecimento da atividade. No Itaú, a projeção de expansão da economia em 2027 caiu de 1,2% para 0,5%, com recuo de 0,1% projetado para o terceiro trimestre; o C6 reduziu sua estimativa de 1,7% para 1,2%. O Itaú indica desaceleração prolongada da demanda doméstica e ressalta que o endividamento das famílias amplia a sensibilidade do consumo às condições de crédito, enquanto a inflação limita o crescimento da renda e afeta sobretudo a população de menor renda. Com base nesse cenário, o banco elevou de 6,2% para 6,5% a projeção de desemprego no fim de 2027. O C6 aponta que a queda da Bolsa e a alta dos juros futuros tornaram as condições menos favoráveis para investimentos e financiamentos, e ambos cortaram as projeções de PIB para 2026. As estimativas de inflação foram revisadas para cima: o Bradesco passou a projetar IPCA de 5,5% em 2026 e 5,3% em 2027; o Itaú, 5,2% e 6,1%; e o C6, 5% e 5,2%. No caso do Itaú, a revisão considera principalmente medidas sobre combustíveis, câmbio médio mais depreciado e os efeitos estimados da reforma tributária e das mudanças na jornada de trabalho. Em juros, o Bradesco espera Selic estável durante o primeiro semestre de 2027 e cortes graduais até 12,75% ao final do ano; o Itaú abandonou a previsão de 12,50% e passou a esperar 13,75% durante todo 2027, patamar também adotado pelo C6. As projeções para o dólar subiram com a preocupação com as contas públicas: o Itaú passou a estimar R$ 5,60 no fim de 2027, ante R$ 5,50, e o C6, R$ 5,80, ante R$ 5,50. O Bradesco afirmou que o arcabouço fiscal precisa ser reforçado para ancorar as expectativas e projeta cumprimento de ao menos o piso da banda da meta de resultado primário, enquanto o Itaú defende ajuste centrado no controle de despesas, da ordem de quatro pontos percentuais do PIB, para estabilizar a dívida pública.
FONTE ORIGINAL:
https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/11/06/bradesco-reve-crescimento-do-pib-em-2027-para-04percent-menos-da-metade-da-previsao-anterior.ghtml
⚠️
Aviso Importante
Este conteúdo foi coletado e processado com o auxílio de inteligência artificial.
Podem ocorrer imprecisões na extração. Recomendamos consultar a fonte original, especialmente para informações sensíveis.
Todos os direitos e créditos pertencem à fonte original, disponível no link acima.
0%
0.5x
0.75x
1.0x
1.25x
1.5x
2.0x