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BB é desafio para Lula 4 com inadimplência no agro – BB Seguridade pode ser chave
Publicado em: 06/11/2026 08:31
O Banco do Brasil tem como prioridade lidar com o aumento da inadimplência em sua carteira de empréstimos para o agronegócio, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O setor, historicamente motor da economia brasileira, enfrenta margens de lucro reduzidas dos agricultores, e o impacto sobre os lucros colocou a situação de capital do banco em foco. Um programa governamental de alívio da dívida para agricultores teria se mostrado menos popular do que o esperado, alimentando especulações sobre eventual necessidade de capital. Entre as alternativas avaliadas está a BB Seguridade, holding de capital aberto controlada pelo banco, cujas subsidiárias utilizam a rede de distribuição da matriz para vender seguros. Os contratos de participação nos lucros que regem essa relação expiram entre 2031 e 2033, e investidores consideram uma renegociação antecipada em termos mais favoráveis ao banco. Um analista do Citigroup recomenda a venda das ações da seguradora, argumentando que esse seria o primeiro lugar onde o banco buscaria reforçar seu capital, vendendo participação ou revisando acordos de compartilhamento de receita. As discussões, segundo o diretor-executivo da BB Seguridade, ainda não têm cronograma nem plano de ação acordado. O capital de nível 1 (CET1) do banco estava acima do patamar de 11% que a empresa deseja manter, mas uma parcela crescente do patrimônio líquido dos acionistas é composta por créditos fiscais considerados de menor qualidade: essa proporção subiu para 53% no segundo trimestre, ante 37% quatro anos antes, segundo relatório do Goldman Sachs, e decorre principalmente de provisões para perdas com empréstimos. Para preservar capital, o banco renegociou o pagamento de um instrumento híbrido de R$ 4,2 bilhões devido ao governo, adiando a maior parte para 2029, medida que preservaria cerca de sete pontos-base de capital em 2026 e 2027. Restrições da última década reduziram as vias de injeção de capital pelo governo, que detém pouco mais de 50% do banco, e a participação majoritária deixa espaço limitado para diluição. No mercado, as ações do Banco do Brasil caíram 24,8% no ano, com o pior desempenho entre os maiores bancos brasileiros, incluindo queda de 29% no dia seguinte à eleição presidencial; a BB Seguridade subiu 4,4% no mesmo período e é vista por investidores como a opção mais segura por não envolver riscos de crédito. O Citi rebaixou a recomendação para as ações do banco, e as estimativas de lucro líquido ajustado no terceiro trimestre recuaram cerca de 24% nas últimas semanas, para R$ 3,3 bilhões, segundo analistas consultados. Pagamentos em dia permaneceram em 75%, abaixo dos 90% esperados para o segundo semestre, segundo nota do BTG, aumentando a possibilidade de aumento do custo do crédito. O lucro líquido ajustado no primeiro semestre de 2026 foi de R$ 7,34 bilhões, queda de 34% em relação ao ano anterior. As opções para captar novo capital e atingir o novo patamar de limite de capital são mais limitadas do que no passado, e a administração do banco já informou a analistas que não descartaria a venda de ativos. Executivos afirmaram esperar que o CET1 permaneça próximo do patamar declarado, enquanto analistas apontam que ativos fiscais decorrentes de provisões continuarão sendo criados, com exigência de os bancos brasileiros se desfazerem desse tipo de ativo acumulado até 2024 em um prazo de 10 anos, sob pena de dedução direta do patrimônio líquido.
FONTE ORIGINAL:
https://www.infomoney.com.br/mercados/banco-do-brasil-bbas3-e-desafio-para-lula-4-com-inadimplencia-no-agro-bb-seguridade-pode-ser-chave
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