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O novo capítulo do Open Finance já começou
Publicado em: 06/11/2026 05:31
Os consentimentos ativos no Open Finance alcançaram 239,8 milhões em julho de 2026, contra 92,8 milhões em julho de 2025, alta de 158% em doze meses. Já os consentimentos únicos, indicador considerado mais fiel ao número real de pessoas e empresas engajadas, aproximam-se de 126 milhões de titulares. O crescimento é associado a avanços regulatórios e operacionais, como jornadas sem redirecionamento, consolidação da portabilidade de crédito digital e integração de novas instituições, com cerca de 800 participantes e perto de 7 bilhões de chamadas de API semanalmente. Com a expansão da escala, o uso de dados passou a ocorrer também fora das instituições financeiras tradicionais — varejo, plataformas de ERP, birôs e fintechs não reguladas —, em fluxos sustentados por contratos privados sem padronização regulatória clara. A Resolução Conjunta nº 21 (RC 21), editada pelo Banco Central do Brasil e pelo CMN, formaliza e disciplina a figura da entidade parceira: empresa não regulada pelo Banco Central que recebe dados de clientes por meio de uma instituição participante integradora. Entre os pilares da norma estão transparência e controle do titular sobre o uso do dado, com possibilidade de revogação do consentimento a qualquer momento; vedação ao uso da figura de parceiro por participantes obrigados ao ecossistema; auditoria anual de capacidade por auditor registrado na CVM, governança direta do conselho e reporte ao Banco Central; e separação entre parceiro comercial e operador de LGPD. A medida deve gerar custos operacionais e de conformidade sobre players menores. No crédito livre a pessoas físicas, a fonte estima que o uso de dados do Open Finance possa gerar economia de cerca de R$ 7,5 bilhões por ano em juros pagos pelas famílias no cenário base. Em cenário conservador, com adoção de 5% da carteira repactuada (R$ 125 bi) e redução de 2 p.p. na taxa média, a economia anual seria de R$ 2,5 bilhões; no otimista, adoção de 20% (R$ 500 bi) com redução de 4 p.p. levaria a até R$ 20 bilhões. Estudos do BIS (2026) indicam que tomadores que compartilham históricos bancários obtêm maior taxa de aprovação e reduções de juros de até 22% entre bons pagadores. O cronograma de adequação prevê 1º de dezembro de 2026 como prazo final para as instituições participantes enviarem ao Banco Central o mapeamento completo e a lista das entidades parceiras vigentes, estendendo o dever de casa a instituições, entidades e operadores tecnológicos do ecossistema.
FONTE ORIGINAL:
https://startupi.com.br/o-novo-capitulo-do-open-finance-ja-comecou
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