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Fintechs de grande porte buscam licença bancária para diversificar funding e se adequar a novas regras

Publicado em: 27/07/2026 18:06
Fintechs de grande porte buscam licença bancária para diversificar funding e se adequar a novas regras
Grandes fintechs brasileiras estão avançando em direção à licença bancária plena, impulsionadas por mudanças regulatórias e pela necessidade de diversificar fontes de funding e reduzir custos de capital. A Resolução Conjunta nº 17/2025, do Banco Central e do CMN, proíbe instituições sem licença bancária de usar termos como 'banco' em nomes, marcas e domínios, o que acelerou a busca pela autorização. O movimento ocorre em paralelo à migração de Sociedades de Crédito Direto (SCD) para Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), ambas etapas intermediárias. Especialistas apontam que a licença bancária amplia as possibilidades de captação e reduz exigências de capital, mas impõe custos maiores de compliance e supervisão. As fintechs seguem duas rotas principais: solicitar autorização direta ao BC, processo que pode levar até dois anos, ou adquirir instituições já autorizadas – atalho regulatório exemplificado pela compra do Banco Porto Real pelo Nubank. A aquisição reduz incertezas, mas exige aprovação do regulador e não elimina a necessidade de adaptação às normas prudenciais. Casos como C6 Bank, Inter e PagBank já detêm licença bancária, enquanto Mercado Pago, Neon e Stone operam como financeiras ou SCFI. A tendência não é generalizada: para a maioria das fintechs menores, a estrutura de SCFI ou IP ainda é mais eficiente. A decisão depende do porte, da estratégia de negócio e da capacidade de arcar com os custos regulatórios adicionais.
FONTE ORIGINAL:
https://finsidersbrasil.com.br/reportagem-exclusiva-fintechs/fintechs-trocam-de-licenca-para-ganhar-musculatura-financeira/
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