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Desenrola ajuda, mas não causa queda significativa no endividamento

Publicado em: 28/07/2026 04:30
Desenrola ajuda, mas não causa queda significativa no endividamento
O programa Desenrola 2.0 movimentou R$ 44,7 bilhões em crédito em menos de três meses, mas os indicadores de endividamento das famílias ainda não mostram melhora significativa. Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que 81,6% das famílias estavam endividadas em junho, mesmo percentual de maio, e 29,9% tinham contas em atraso. O Serasa registrou 83,7 milhões de negativados, maior número da série histórica. O programa oferece descontos de até 90%, juros de até 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 meses para dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026. Além de pessoas físicas, engloba micro, pequenas e médias empresas por meio de linhas como Pronampe e Procred. O uso de garantias do FGTS também está previsto para viabilizar crédito com juros mais baixos. O Banco Central alerta para o nível historicamente elevado do endividamento e do comprometimento de renda das famílias, com destaque para o avanço de modalidades mais caras como o cartão de crédito. A autoridade ressalta que a combinação de juros elevados e uso intensivo de crédito rotativo pressiona o orçamento doméstico. Embora o volume de renegociações seja expressivo, os efeitos sobre a inadimplência devem ser graduais. A expectativa do governo é reduzir a inadimplência e estimular o consumo, mas os dados disponíveis até o momento indicam que o programa ainda não gerou queda significativa nos níveis de endividamento.
FONTE ORIGINAL:
https://www.metropoles.com/brasil/desenrola-nao-causa-queda-endividamento
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