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Juros às famílias sobem a 64% ao ano e inadimplência continua no maior nível da série histórica
Publicado em: 30/07/2026 14:32
Dados do Banco Central divulgados em 30 de julho mostram que a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas subiu para 64% ao ano em junho, maior patamar em mais de um ano. A inadimplência do Sistema Financeiro Nacional permaneceu em 4,7%, repetindo maio e mantendo o maior nível desde o início da série histórica, em 2011. O comprometimento da renda das famílias com dívidas também avançou para 28,5%, indicando pressão contínua sobre a capacidade de pagamento. A alta dos juros foi puxada pelo crédito pessoal não consignado, com aumento de 7 pontos percentuais nas taxas, segundo o Banco Central, predominantemente pelo efeito taxa. No total, o custo médio das novas concessões (empresas e famílias) ficou em 33,4% ao ano, com spread bancário de 21,9 pontos, praticamente estável na margem. A inadimplência entre as famílias chegou a 5,6%, com alta de 1,2 ponto percentual em 12 meses. No crédito livre para pessoas físicas, o indicador alcançou 7,6%, avanço de 1,1 ponto na comparação anual. Os números mostram que, apesar do mercado de trabalho aquecido, o custo elevado do crédito segue limitando a capacidade de pagamento. A proporção de famílias endividadas recuou ligeiramente para 49,8% da renda acumulada em 12 meses, mas o comprometimento da renda com parcelas e juros subiu para 28,5%, alta de 1,3 ponto em um ano. Isso reduz a margem para novos financiamentos e consumo. As concessões de crédito às famílias caíram 0,2% em junho, com ajuste sazonal, enquanto as operações para empresas cresceram 1,4%. O estoque de crédito livre para pessoas físicas recuou 0,1% no mês, para R$ 2,5 trilhões, ainda com expansão de 11,2% em 12 meses, indicando desaceleração da oferta e demanda. O Ministério da Fazenda prorrogou por 30 dias o programa Desenrola Brasil 2.0, até 31 de agosto, para renegociação de dívidas. O governo espera alcançar 10 milhões de beneficiários. Apesar disso, os efeitos da política monetária predominam sobre os programas de renegociação, com juros, inadimplência e comprometimento da renda em alta.
FONTE ORIGINAL:
https://forbes.com.br/forbes-money/2026/07/juros-familias-64-inadimplencia-recorde-banco-central/
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