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Juro médio das famílias atinge 64% ao ano em junho, maior nível em quase uma década
Publicado em: 30/07/2026 12:45
Em junho, a taxa média de juros cobrada das famílias no crédito livre subiu para 64% ao ano, ante 62,8% em maio, segundo dados do Banco Central. O patamar é o maior desde abril de 2017, quando a taxa foi de 66,6% ao ano. A alta de 1,2 ponto percentual foi puxada pelo crédito pessoal não consignado, que passou de 120,3% para 127,3% ao ano, com a modalidade sem garantias alcançando 149,5% ao ano. No crédito consignado privado, a taxa média subiu levemente, de 53,9% para 54% ao ano. A inadimplência da modalidade, no entanto, bateu recorde em junho: 8,6%, ante 7,9% em maio, após atingir piso de 5% em novembro de 2026. O Banco Central atribui parte relevante da alta a uma falha operacional no sistema de transferência automática dos descontos em folha quando o trabalhador troca de emprego. O governo anunciou a possibilidade de usar o FGTS como garantia nas novas operações. A inadimplência média do crédito livre para pessoas físicas ficou estável em 7,6% em junho, maior valor desde o início da série histórica do BC, em 2011. O chefe de estatísticas do BC ponderou que o índice recorde pode ser influenciado por mudanças nas regras de registro de operações com atraso acima de 90 dias. O comprometimento de renda das famílias atingiu 28,5% em maio, máxima histórica, e o endividamento ficou em 49,8%, estável perto do recorde. O Desenrola Brasil foi renovado até 31 de agosto. Segundo o BC, a inadimplência da modalidade de composição de dívidas para pessoas físicas caiu de 18,6% em maio para 17,4% em junho. No crédito consignado para trabalhadores CLT, as novas concessões somaram R$ 7,7 bilhões em junho, com expansão de 213,4% no primeiro semestre. O saldo total da modalidade chegou a R$ 113,3 bilhões.
FONTE ORIGINAL:
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/07/juro-medio-cobrado-das-familias-sobe-a-64-em-junho-maior-patamar-em-quase-10-anos.shtml
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