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Selic a 14,25% mantém juro ao consumidor em 56,7% e amplia atrito com Fazenda
Publicado em: 10/07/2026 15:38
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual em junho, mantendo a taxa básica em 14,25% ao ano. Apesar do movimento, o juro médio cobrado de pessoas físicas no país permanece em 56,7% ao ano, segundo dados do Banco Central. O crédito total no Brasil atingiu R$ 6 trilhões, mas a inadimplência das famílias subiu para 4,7% em maio, o maior patamar em 15 anos. Esse cenário pressiona os bancos a manter spreads elevados, o que impede a redução do custo final ao consumidor mesmo com a Selic em trajetória de queda gradual. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros altos são o principal entrave ao crescimento econômico e pressionam a dívida pública. A declaração acirra o atrito entre a equipe econômica e o Banco Central, que justifica a Selic elevada pela necessidade de conter pressões inflacionárias, agravadas por riscos externos como a guerra no Irã e a alta do petróleo. A próxima reunião do Copom está prevista para agosto, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto, mas a decisão dependerá da evolução da inflação e do cenário externo. Enquanto isso, a equipe econômica busca aprovar medidas de ajuste fiscal para reduzir a pressão sobre a dívida e abrir espaço para uma queda mais rápida dos juros.
FONTE ORIGINAL:
https://www.piranot.com.br/2026/07/10/noticias/economia/selic-a-1425-mantem-juro-ao-consumidor-em-567-e-amplia-atrito-com-faze/
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