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Selic cai pela quarta vez, mas juros cobrados dos brasileiros ainda não dão trégua

Publicado em: 05/08/2026 20:58
Selic cai pela quarta vez, mas juros cobrados dos brasileiros ainda não dão trégua
O Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo, em decisão unânime alinhada à expectativa do mercado. Apesar do novo recuo, os juros cobrados dos consumidores seguem elevados, pois o custo final do crédito depende de fatores além da taxa básica definida pelo Banco Central. Dados das Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, referentes a junho, mostram que a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 64% ao ano, com alta de 1,2 ponto percentual no mês e de 4,6 pontos em 12 meses. A inadimplência das famílias também permanece em nível elevado, indicando que o ciclo de redução da Selic ainda não havia sido integralmente repercutido nas condições de empréstimos e financiamentos. O repasse da queda da Selic tende a ser gradual porque a formação das taxas bancárias envolve custo de captação, risco de inadimplência, spread, carga tributária e despesas operacionais. Quanto maior o risco percebido, mais lento o repasse. Os efeitos das decisões do Copom costumam levar entre seis e dezoito meses para se transmitirem plenamente à economia. No comunicado, o Copom destacou incertezas internacionais e afirmou que as próximas decisões dependerão da evolução da inflação, sem antecipar o tamanho total do ciclo. Mesmo com a Selic no menor nível desde março de 2025, o Brasil segue entre os países com maiores juros reais do mundo. A divulgação das próximas estatísticas de crédito será um teste para verificar se o repasse começará a chegar às famílias, especialmente se o spread e a inadimplência continuarem elevados.
FONTE ORIGINAL:
https://economicnewsbrasil.com.br/2026/08/05/selic-juros-credito-corte-14
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